Presa mãe que mantinha o filho acorrentado
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sábado, 27 de dezembro de 2003
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - A polícia de Maringá prendeu em flagrante por cárcere privado, a dona-de-casa A.J.S., 49 anos, que manteve o filho de 16 anos preso com uma corrente de cachorro amarrada ao pescoço e as mãos e os pés atados com fita e barbante, dentro do quarto da casa onde vive a família, em um bairro da Zona Norte da cidade.
O caso ocorreu anteontem. A mãe teria acorrentado o menino para ir a um almoço de Natal na casa de parentes. R.S.B. conseguiu se desamarrar só por volta das 19 horas e correu até um telefone público para chamar a Polícia Militar.
Conforme a PM, o adolescente foi levado para a delegacia, onde os policiais conseguiram tirar a corrente do pescoço dele. Em seguida, uma equipe localizou a mãe na casa de parentes. No momento da prisão, o adolescente estava no carro da PM e a mãe pensou que era ele quem havia sido preso. Ela teria pedido aos policiais que levassem o menor dali porque não queria mais saber dele e ficou surpresa quando um dos PMs explicou que era ela quem estava sendo presa.
Na delegacia, a dona-de-casa teria confessado que estava arrependida pelo ''castigo'' imposto ao filho. Segundo a polícia, ela se justificou dizendo que o adolescente é desobediente e não leva em consideração o esforço que ela faz para educá-lo. De acordo com a polícia, que conhece o garoto, R.S.B é um adolescente normal, que frequenta a escola, nunca teve passagens na delegacia e apenas gosta de ficar na rua conversando com os amigos.
O caso indignou a delegada Elza da Silva, que estava de plantão. ''É triste ver uma mãe fazer isso em pleno Natal'', disse a delegada. O adolescente foi levado ontem para fazer exames no Instituto Médico Legal porque ficou com hematomas no corpo, principalmente nas mãos e pescoço. Segundo a polícia, a mãe já teria acorrentado o filho em uma outra ocasião, mas o pai teria interferido e não teria permitido o castigo.
O crime cometido pela dona-de-casa é inafiançável e agora só a Justiça pode permitir que a mãe responda ao processo em liberdade.


