A polícia de Sarandi (7 km de Maringá) localizou e prendeu a auxiliar de serigrafia, Maria Celeste de Oliveira, 25 anos, acusada de ter matado e jogado o bebê recém-nascido no lixão da cidade. O corpo do bebê foi encontrado por catadores de papel na tarde de quinta-feira. Maria Celeste, que tem um filho de seis anos, disse que escondeu a gravidez com medo do ex-marido e que colocou uma camisa na boca do bebê porque não queria que ele chorasse e acordasse o irmão dela.
Para localizar Maria Celeste, a polícia teve que vasculhar o lixão de Sarandi. Próximo à sacola onde estava o corpo do bebê, os investigadores encontraram uma carta assinada por Celeste de Oliveira. Conforme o delegado responsável pelas investigações, José Aparecido Jacovós, a carta foi escrita para um rapaz com quem a autora gostaria de se relacionar.
A partir da apreensão da carta, a polícia tentou localizar a autora. Mesmo tendo encontrado apenas o endereço de Maria Celeste, a polícia resolveu investigar e descobriu que se tratava da mesma pessoa. No primeiro contato com os policiais, Maria Celeste negou a gravidez, mas depois confessou que havia tido o bebê no banheiro de casa.
Com medo de que o irmão acordasse com o choro do bebê, ela colocou uma camisa na boca da criança. ‘‘Ela disse que colocou a camisa e ficou esperando até que o bebê parasse de respirar’’, disse o delgado.
Segundo Jacovós, Maria Celeste falou que escondeu a gravidez porque tinha medo de que o ex-marido tomasse o filho de 6 anos dela. Segundo ela, o pai do bebê que nasceu na quinta-feira é um rapaz com quem ela teve um breve relacionamento. Maria Celeste foi presa anteontem à tarde e vai responder inquérito por homicídio qualificado.

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