Presa em Curitiba quadrilha nacional
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sexta-feira, 25 de agosto de 2000
Luis Lomba De Curitiba Especial para a Folha 
A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba apresentou ontem uma quadrilha com dez integrantes, inclusive um policial civil lotado em Guaratuba (Litoral do Paraná), acusada de tentar aplicar o golpe do chute num empresário anteontem. Segundo a polícia, eles dariam um golpe de US$ 60 mil num empresário de Recife (PE), que contactou a delegacia e possibilitou as prisões. A quadrilha tem integrantes do Paraná, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraíba. É um grupo muito organizado, com os vários graus de comandos bem definidos, diz o investigador Hélcio Piasseta.
Segundo a polícia, a quadrilha é chefiada por Mauro Vasconcelos, de Londrina. Ele contactava empresários do Paraná e de outros Estados por telefone e oferecia a eles um lote de telefones celulares a preço baixo. Vasconcelos se identificava como doutor Antonio, afirmava ser delegado da Receita Federal, dizia que os celulares tinham sido apreendidos pela fiscalização e convencia os empresários a vir até o Paraná para fechar o negócio e pegarem a mercadoria.
Nessa modalidade de golpe, depois de entregar o dinheiro as vítimas são simplesmente abandonadas, sofrem ameaças ou são mantidos em cárcere privado. Em alguns casos é simulada uma batida policial e, diante da ameaça de prisão, a vítima acaba concordando em entregar o dinheiro aos policiais.
Por volta das 17 horas de quinta-feira, dois agentes da Delegacia de Estelionato fizeram-se passar pelos empresários que haviam marcado o encontro no aeroporto. Eles foram recebidos por Waterlou Gomes de Araújo e Paulo Roberto Lopes Matos. Num Gol branco, locado em Londrina, seguiram até o Litoral paranaense.
Na BR-277, Araújo e Matos receberam ordem de prisão e levaram os policiais até um apartamento no balneário de Ipanema, onde foram presos Rigomar Inocêncio e Mauro Vasconcelos, que chegaram num Gol branco com placas de São Paulo. Durante a revista dos suspeitos foi encontrada a chave de um outro carro, que estava em Matinhos, para onde os policiais se dirigiram. Na casa indicada pelos golpistas presos, estavam outros seis integrantes da quadrilha: o policial civil Messias dos Santos Oiveira, Marcelo Américo Cavalcanti, Carlos Augusto Rodrigues, Maros Graciano da Silva, Edenílson José de Castro, e Carlos Roberto Lopes de Matos.


