Londrina

Mário CesarAtrás das gradesSerginho e Naldo: presos em Jataizinho, para onde se mudaram para se ‘livrar da pressão policial’Edinaldo Santos de Souza, o ‘‘Naldo’’, e Paulo Sérgio de Lima, conhecido por ‘‘Serginho’’, foram presos na segunda-feira e confessaram ter praticado oito roubos em Londrina. O delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Valdir Abrahão, que comandou as investigações, garante, no entanto, que a dupla praticou mais de 20 roubos.
‘‘Eles contabilizaram apenas os assaltos nos quais foram reconhecidos pelas vítimas ou naqueles em que roubaram Fanta. Os dois se dizem viciados neste refrigerante’’, afirmou o delegado. Valdir Abrahão observou que este tipo de vício é inusitado e inédito na história policial de Londrina. ‘‘Parece brincadeira.’’
Naldo e Serginho fizeram questão de registrar em depoimento na polícia a sua preferência por Fanta. Em cada lanchonete ou supermercado que roubaram, eles levaram, pelo menos, meia dúzia de latinhas ou garrafas do refrigerante. ‘‘Não roubávamos mais porque sempre estávamos de motocicleta’’, disse Naldo.
Com a dupla de assaltantes foi preso também Jader Paganani, fugitivo do 5º Distrito Policial (DP). Naldo é fugitivo da Colônia Penal Agrícola do Paraná e ‘‘Serginho’’ também é fugitivo do 5º DP e da Penitenciária Nelson Hungria, de Contagem (MG). Eles cumpriam pena por roubos.
Os três foram presos na segunda-feira. Eles estavam em um táxi em Ibiporã, quando foram reconhecidos por uma das vítimas que tinham assaltado há duas semanas. Eles foram presos nas proximidades de Jataizinho, numa barreira da Polícia Militar, que havia sido alertada pela vítima.
Segundo Serginho, eles se mudaram para Jataizinho devido à pressão policial que estavam sofrendo por causa dos assaltos. De acordo com o delegado Valdir Abrahão, o fugitivo Jader Paganani não participou de nenhum assalto com os companheiros, apesar de estar morando com eles.
O delegado está investigando agora como um revólver Taurus, calibre 38, foi parar nas mãos dos rapazes presos. ‘‘Nós investigamos o número da arma e constatamos que ela pertence à empresa de segurança Embraseg, de Londrina. Acho estranho o fato de os responsáveis pela empresa não terem registrado, na polícia, nenhum furto de armas. Há dois dias chamamos a direção para vir nos explicar a respeito e ninguém apareceu para dar satisfação’’, afirmou.
Serginho e Naldo já conseguiram escapar duas vezes do cerco policial, na região dos Cinco Conjuntos, onde passaram toda a infância e parte da adolescência. ‘‘A gente conhece todas as matas do Cincão, onde caçava passarinhos. Os policiais atacavam e a gente sabia todas as manhas das matas’’, contou Naldo. O delegado disse que pretende mandá-los para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) ainda hoje.

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