Até o final da tarde de ontem, Márcia Helena Marcucci, 30 anos, não havia expelido as 120 cápsulas de cocaína que engoliu para transportar até Roma (Itália). Ela e a tia, Cleusa Teixeira Carvalho, 54 anos, foram presas pela Polícia Federal na tarde de quarta-feira, quando embarcavam no Aeroporto de Londrina. Ontem à tarde, a tia já havia expelido 80 cápsulas de cocaína - faltavam ainda 40.
As duas mulheres estão internadas no Hospital Evangélico e por ordem médica tomaram laxantes. Não foram feitas lavagens estomacais, porque as cápsulas poderiam romper e provocar morte por overdose. Ao serem presas, sobrinha e tia também levavam três saquinhos introduzidos no ânus, condicionando cocaína. A Polícia Federal calcula que as duas mulheres tentaram embarcar com um quilo e quatrocentas gramas de cocaína. Elas foram autuadas por tráfico de tóxico e associação criminosa.
Márcia contou ao delegado que preside o inquérito, José Alberto Iegas, que pagaria R$ 4 mil à tia pelo transporte da droga até Roma. Na casa da família, na rua Topázio, jardim Ideal (zona oeste), foi preso também Rômulo Martins, cunhado de Márcia. Ele foi condenado há dez anos de reclusão na Itália, por tráfico de cocaína. Depois de ficar preso oito meses, foi expulso daquele País. Rômulo foi indiciado por associação criminosa junto com a cunhada e Cleusa.
O esposo de Márcia, José Luis dos Santos, está em Roma e na manhã de ontem deveria aguardar a chegada da esposa no aeroporto Leonardo da Vinci. Santos já foi preso na Bahia por tráfico de drogas.
O delegado-chefe da Polícia Federal, José Roberto Morel, ouviu o depoimento de Márcia. Ela teria adquirido o tóxico em Campo Grande. Morel não acredita que ela pertença diretamente a alguma quadrilha internacional. O delegado da PF comentou: ‘‘O tráfico que ela (Márcia) faz é baseado no sistema familiar. Somente ela e seus parentes participam.’’

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