Londrina - As crianças tiveram acesso a tintas, brilho, cola, canetinhas e lantejoulas, mas a criatividade foi a principal ferramenta usada pelos pequenos na primeira oficina de máscaras da Biblioteca Pública Municipal de Londrina. Parte da programação de férias elaborada pela unidade, as capacitações começaram na segunda e seguem até a próxima sexta-feira.
Segundo a pedagoga que conduz a atividade, Marli Meisen Bleinroth, a proposta é que as duas turmas participem de uma ação cultural, artística e também ecológica, uma vez que os materiais usados para a confecção dos acessórios são recicláveis. No último dia de oficina, a garotada também terá a oportunidade de socializar. Haverá uma confraternização com direito à caracterização com as próprias máscaras que estão produzindo. "É um momento em que podem estreitar amizades. Pretendemos, com este tipo de oficina, mostrar que a biblioteca é um lugar gostoso para as crianças, que tem muitas coisas além dos livros", comenta a servidora.
A oficina contou com cerca de 30 inscritos, com idades entre 6 e 12 anos. Quem se deixou levar pelas histórias sobre máscaras descobriu que o adereço está longe de ser usado apenas no carnaval. A trajetória do acessório passa pelas múmias do Egito, teatros da Grécia Antiga, por bailes na França, bobos da corte na Itália e rituais sagrados no continente africano. O conteúdo foi ministrado às crianças por Marli como introdução às atividades práticas. "Nosso objetivo era apresentar outras utilidades, que as máscaras não estão restritas ao carnaval, mas que podem ser usadas até por profissionais, como apicultores, por exemplo. Também tivemos um momento de contação de história, até chegar à produção", explicou.

MÃO NA MASSA
E foi só assistir à apresentação de Marli que Hortência Barbosa Leote, de 8 anos, teve a ideia de pintar um gatinho japonês em sua máscara. "Adoro mexer com tintas, lantejoulas", contou a menina, ao lado das novas amigas. A colega Giullia Vieira Lopes Proença, de 8, também soltou a imaginação na hora de colorir e mostrou se sentir bastante à vontade na Biblioteca. "Gosto muito de vir, já participei de outras oficinas por aqui", relatou.
A mãe dela, Ana Lúcia Proença, de 39 anos, explica que visitar o estabelecimento se tornou um hábito da família. "Por isso sempre que tem algo novo, ficamos sabendo e participamos. Depois que ela começou a frequentar, até o desenvolvimento na escola melhorou", observou. Com a filha menor, Maria Eduarda, de 5 anos, não foi diferente. "Ela ainda não sabe ler, mas se interessa pelos livros que lemos para ela e já folheia e conta a história do jeitinho dela", completou.

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