Londrina – Para os vestibulandos, a ansiedade se mistura à eterna dúvida: estudar mais ou descansar? Gabriela Simonetti Calefi, de 18 anos, vai concorrer a uma das 80 vagas do curso de Medicina, o mais disputado da UEL, com 98,23 candidatos por vaga. Na última semana, ela conta que reduziu um pouco o ritmo intenso para fazer a prova. "Continuo os estudos, mas sem me esforçar muito", contou.
Segundo o professor de Química, Júlio Alves Marques, do cursinho preparativo Med Smart Anglo, em Londrina, esta semana as longas fórmulas e problemas complexos deram lugar à revisão. "É preciso oxigenar o cérebro para chegar em boas condições na prova. O conteúdo eles já aprenderam, agora é só colocar em prática", orientou. O professor Vinícius Montai lembrou que o "branco" não existe. "Quem estudou não esquece. Não é em cima da hora que vai aprender."
A coordenadora da Cops, Cristina Bulhões, explicou que os candidatos devem se focar no conteúdo da primeira fase. "É um erro comum se ater aos conteúdos específicos do curso já nesta fase, de conhecimentos gerais. É necessário dar um passo de cada vez", aconselhou. Uma dica importante, segundo ela, é dar uma olhada nas provas anteriores. Durante o vestibular, os estudantes devem preencher o cartão resposta a cada questão respondida.
A alimentação e o sono também são fatores essenciais para uma boa prova. Seguindo recomendações de especialistas, Gabriela cortou o doce da dieta, aumentou o consumo de saladas e a frequência de exercícios físicos moderados tem respeitado as oito horas de sono. "Além dos cuidados com o corpo e com a mente, faço minhas orações, que também são importantes", frisou. Como a prova é no período da tarde, os candidatos correm o risco das tentações da programação noturna. Montai é direto: "Balada antes do vestibular, nem pensar". (C.F.)

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