Cerca de 80% dos atendidos na Apae de Rolândia vêm de famílias carentes, que também estão na mira da direção da entidade. O problema que mais preocupa atualmente os administradores da Iorce é a situação dos atendidos com mais de 40 anos, cerca de 20 alunos.
''A maioria já não tem os pais. Já vivem de favor com algum irmão ou outro parente. Mas, e na velhice? Quem vai cuidar deles?'', preocupa-se Neiva Moser. A presidente da Apae pretende, a médio prazo, construir um abrigo, que funcionaria como uma casa de repouso. ''Será nosso próximo desafio''.
Já está em andamento outro projeto para melhorar as condições familiares dos atendidos. Onze mães estão fazendo curso de alfabetização. ''Algumas delas não sabem ler os nomes dos remédios dos filhos. É uma questão de extrema necessidade'', avalia a coordenadora Ivone de Paula.
As mães participam constantemente de palestras com especialistas. Em alguns casos, como nas aulas com as nutricionistas, os avanços são visíveis. ''A obesidade é um risco. Quando começaram as palestras, as mães passaram a controlar melhor a alimentação e quase todos perderam peso'', lembra a presidente. (L.F.M.)

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