Londrina - O alto índice de infestação do Aedes aegypti no Conjunto Jamile Dequech, na zona sul de Londrina, vem fazendo moradores redobrarem a preocupação quando o assunto é a dengue. O bairro é a localidade com o maior percentual de criadouros com o mosquito transmissor no município: 26,32%. Na prática, a taxa representa a presença de focos em uma a cada quatro casas do conjunto.
Na residência da diarista Telma Cogorno, de 37 anos, a doença mobiliza toda a família. Ela contraiu dengue há cerca de dez anos, durante uma viagem a Cuiabá, no Mato Grosso. Quando voltou, veio o diagnóstico e o receio de ser infectada mais uma vez. Telma sabe que se isso ocorrer, pode desenvolver dengue hemorrágica, a forma mais agressiva da doença. "Os sintomas são horríveis, a pessoa fica destruída. Fiquei 15 dias internada e perdi quase 10 kg. Agora, fico apreensiva de pegar de novo", disse.
A maior dificuldade que ela e a família tinham para evitar água parada em casa, comenta a moradora, era com a calha do telhado. O problema só foi resolvido depois que foram investidos R$ 9 mil na cobertura. "Mudamos toda a posição da área da casa, com uma calha nova e que não deixa a água acumular", explica. A reforma tem quatro meses. Ainda assim, a diarista não fica 100% tranquila. Próximo da casa de Telma há não só terrenos baldios cercados de mato e que servem como depósito irregular de lixo, mas também vizinhos que acumulam sucatas no quintal.
"Precisava ter uma punição para esses casos", afirmou outra moradora do Jamile Dequech, a dona de casa NORTE PIONEIRO
O Norte Pioneiro do Paraná está entre regiões com risco climático de proliferação do mosquito transmissor da dengue. A 19ª Regional de Saúde, de Jacarezinho, registrou três casos autóctones da doença e 151 notificações. Os municípios com confirmações de dengue são Cambará, com um caso e 34 notificações, e Santo Antônio da Platina, com dois casos e 56 notificações.

mockup