Entre alunos e professores, o clima é de espera para saber como será a prova. Jamil Hatti, diretor do curso Sigma e professor de inglês e português, explica que ainda não tem como avaliar se a prova vai se tornar melhor ou pior. ''Temos que aguardar para ver e dar crédito para a Universidade. Mas acho positivo que tenham essa preocupação em melhorar'', atesta.
Segundo ele, a alteração na prova já trouxe mudanças dentro da sala de aula, com os alunos mais preocupados em aprender o português e em se expressarem corretamente. ''Alteramos nosso material para atender a essa mudança. Mesmo outras universidades já aplicando esse modelo de prova, 99% dos nossos alunos têm interesse na UEL.''
A preocupação dos professores, segundo ele, é apenas em relação ao aspecto subjetivo da prova, já que uma mesma resposta pode ser avaliada de diferentes maneiras. ''Mas no fim vai acontecer o de sempre, os melhores alunos serão aprovados'', declara.
A professora de Biologia Kátia Simone Rossi Peras afirma que os alunos que sabem escrever se animaram com as mudanças. ''Mudei completamente meu modo de expor a matéria, para que os alunos elaborem as respostas. Como já havia trabalhado em São Paulo desta maneira, achei que ficou mais fácil dar aulas.''
Fernando Monteiro Sanches, professor de Química, também teve que fazer alterações na metodologia e acredita que a nova prova vai privilegiar os alunos que estão preparados em várias áreas, principalmente o português. ''Os alunos estão trazendo mais exercícios dissertativos para avaliarmos a resolução'', pontua.
O vestibulando Caio Ferdinando Bresil, de 19 anos, irá concorrer a uma vaga no curso de Medicina e avalia que a mudança tem pontos positivos e negativos. ''É positivo quando propõe que o aluno disserte sobre seus conhecimentos, não tem como 'chutar' as respostas, mas acho que o inglês deveria ser solicitado como matéria específica de todos os cursos, já que livros de várias áreas são nesse idioma.'' Ele acredita também que a nova redação dará mais opções para o aluno, que poderá compensar uma dificuldade em determinada área em outra questão.
Fernanda Pedraça, 17, é candidata de Psicologia e também gostou do novo modelo de prova, pois os alunos não contarão mais com a sorte. ''Teremos que saber debater, ter conhecimento de mundo. O candidato tem que estar preparado para resolver problemas e ter uma visão interdisciplinar'', diz. Apesar de favorável à mudança, ela conta que os alunos estão apreensivos para saber como a prova será e o grau de dificuldade que terá. (E.G.)

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