Foz do Iguaçu - A segunda cidade brasileira que mais recebe turistas estrangeiros está preocupada no momento com um outro visitante que tem se proliferado no país vizinho Paraguai: o mosquito Aedes aegypti. No último Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (Lira), realizado em novembro de 2012, Foz do Iguaçu (Oeste) apresentou um percentual de 4,7. Índice muito acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é menor ou igual a 1%.
Nos primeiros dias de 2013, já são 15 notificações e duas confirmações. "Em 2012, tivemos 1.180 casos notificados e 133 confirmados. Por isso temos que investir em ações de prevenção e nossa preocupação agora é o alto índice de infestação e o período de férias", comenta Jean Rios, do Centro de Zoonoses.
Diante disso, a prefeitura resolveu apertar o cerco contra os possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue. O Departamento de Vigilância em Saúde firmou uma parceria com a Secretaria Municipal da Fazenda e ontem pela manhã foi iniciada uma ação nos terrenos baldios.
Segundo o diretor de Fiscalização, Valter Martin Schroeder, quatro equipes formadas por dois agentes cada estão orientadas a autuar os donos de todos os imóveis irregulares. "O proprietário do imóvel tem a obrigação por lei de manter o terreno em bom de estado de conservação, o que significa sem entulhos e sem mato alto", ressalta. A multa pode variar de acordo com a situação do imóvel, sendo de 20 a 100 UFFI (Unidade Fiscal de Foz do Iguaçu). Cada UFFI equivale a R$ 59,16 e o valor nominal, então, varia entre R$ 1.183,20 a R$ 5.916,00.
Os proprietários que são notificados pela primeira vez, terão um prazo médio de três dias para adequar os terrenos. Aqueles que já foram notificados, seja em anos anteriores, serão multados imediatamente. Só no ano passado, segundo o diretor, donos de 620 imóveis foram notificados. "Essa ação vai se estender ao longo do ano, pois Foz do Iguaçu tem mais de 120 mil lotes e a estimativa é de que 25% deles estejam desocupados", afirma.

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