A professora Janeslei Aparecida Albuquerque, da direção estadual da APP sindicato, que falou no evento, afirma que houve um aumento generalizado da violência, mas sobretudo contra os jovens. Ela explica que os índices são resultado de um processo que vem se acentuando ao longo das últimas décadas, sem que nenhuma providência tivesse sido tomada para reverter a situação.
Para a professora, sem políticas públicas de inclusão social o problema vai continuar. ''Não são políticas repressoras que vão resolver. Na verdade a repressão e o encarceramento têm sido a resposta das autoridades, mas o que é preciso são políticas sociais. Matar e prender não vai melhorar a situação.''
Janeslei ressaltou ainda que, embora sejam um reflexo da criminalidade crescente na própria sociedade, os casos de violência nas escolas não são tão numerosos como a mídia vem tentando mostrar. ''Existem 2.100 escolas estaduais, e nós não temos 2.100 casos registrados''.
Mesmo não sendo tão rotineiras, as ocorrências parecem estar ficando cada vez mais violentas. Em Londrina, por exemplo, no início de março, a diretora da Escola Estadual Mungo Jenes (Zona Sul), sofreu um sequestro-relâmpago praticado por quatro jovens - dois deles alunos do colégio. Na escola, os funcionários do período noturno fazem comboio para chegarem e saírem do prédio.(A.I.)

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