Prêmios fazem a cabeça do apostador
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de julho de 1998
Walter Ogama 
Uma compra vale um cupom. Um cupom pode valer um carro novo ou, quem sabe, o futuro garantido. Uma infinidade de sorteios e loterias está colocando a sorte à prova.
Redes de TV aproveitam o clima de Copa do Mundo e apelam para os sorteios em que o apostador concorre pelo telefone. O desejo que o telespectador tem, de ser sorteado, é mais forte que a preocupação com o valor da conta telefônica.
A necessidade do promotor de vender a maior quantidade possível de apostas, por outro lado, obriga-o a desafiar inclusive a Justiça. Os sorteios pelo número 0900, na televisão, geram conflito e polêmica na medida em que estão judicialmente proibidos, mas ainda são realizados.
A Copa da França também mexe com os consumidores de eletrodomésticos, confecções ou móveis. Lojas distribuem cupons, de acordo com o valor das compras, e sorteiam prêmios que vão desde um vale para gastar em um supermercado até carros.
Na concorrência, as loterias oficiais disputam o mercado principalmente com os prêmios acumulados. A Megasena, com apostas encerradas ontem e a possibilidade de fazer um milionários com os cerca de R$ 18 milhões que não encontram um ganhador há semanas, é um sonho.
Inclusive para os comerciantes do setor, que nas vésperas do sorteio de prêmios acumulados conseguem melhorar o movimento em seus estabelecimento.
Os lotéricos, que já tiveram casas lotadas há alguns anos e fechavam as portas das lojas com gente esperando na fila para jogar, agora reclamam da grande quantidade de loterias oficiais e da concorrência dos sorteios de TV.
A Caixa Econômica Federal tem no mercado sete tipos de loterias. O Serviço de Loteria do Estado do Paraná (Serlopar) também oferece sete modalidades diferentes de loterias.


