Curitiba - O município de Rio Negro (Sudeste) enfrenta a terceira maior enchente de sua história. O rio Negro, que separa a cidade do município catarinense de Mafra, subiu quase dez metros nos últimos dias, deixando boa parte da cidade embaixo d'água. De acordo com a Defesa Civil do município, ontem o rio já tinha baixado um metro, mas mesmo assim as pessoas ainda não conseguiam voltar para suas residências.
Um total de 506 casas foram atingidas pelo rio, afetando 1.380 pessoas que moram nestas residências. Segundo o coordenador da Defesa do município, Nelson Patrício Furtado, a situação, segundo ele, é crítica desde o dia 26 de abril, quando o rio começou a subir. Ontem, 32 famílias, num total de 94 pessoas continuavam desabrigadas, morando provisoriamente em dois ginásios. Outras 1.380 pessoas continuam desalojadas e estão vivendo em casas de parentes e amigos.
Defesa e Prefeitura estão fazendo um levantamento preliminar dos estragos para decretar situação de emergência, e obter ajuda dos governo estadual e federal. A estimativa é que os prejuízos cheguem a R$ 1 milhão, apenas com os danos na malha viária e estrutura.
Outros municípios da região sul também continuam sofrendo os efeitos das chuvas e das cheias do rio Iguaçu. De acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado, um total de 2.050 pessoas continuavam fora de suas casas, ontem, sendo 400 desabrigadas (e transferidas para locais públicos) e 1.650 desalojadas.
A segunda cidade mais afetada é União da Vitória, localizada na divisa com o município catarinense de Porto União, onde o rio Iguaçu continuava se mantendo, ontem, com 6,5 metros acima do normal. Ali, 278 pessoas estão desabrigadas e 364 desalojadas. Outras cidades afetadas foram Porto Amazonas, onde o rio já está baixando, e General Carneiro, onde deslizamentos de terra resultaram em 16 famílias desabrigadas e 12 desalojadas. Estes municípios também devem decretar estado de emergência.

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