Prejuízo para o comércio pode chegar a R$ 6,5 milhões
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sábado, 15 de dezembro de 2001
Célia Guerra<br>De Londrina 
Outras entidades de classe também prometem ajuizar ações contra o governo do Estado e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) pela suspensão do vestibular. Na avaliação do superintendente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares, Alzir Bocchi, o comércio local pode sofrer um prejuízo de até R$ 6,5 milhões. ''O vestibular era a única garantia de movimento no comércio no mês de janeiro'', lamentou.
A ação dos hotéis, de acordo com Bocchi, deverá ser conjunta. Ele destacou que os estabelecimentos receberam antecipadamente pelas reservas e também realizaram pagamentos antecipados. A devolução desse dinheiro, afirmou Bocchi, exigirá que os estabelecimentos façam empréstimos em instituições financeiras a juros de mercado. O superintendente prevê demissões em massa. ''O prejuízo é para todos, inclusive o governo com impostos não arrecadados'', lamentou.
O Colégio Maxi não pretende mover ações judiciais. A escola, de acordo com o diretor pedagógico, Ubiracy D'Andrea, lamenta a falta de entendimento entre as partes. O movimento, opinou, deveria ter dado uma trégua pois essa decisão do Conselho Universitário ''pode trazer prejuízos futuros para a imagem da UEL''.
Enquanto as grandes empresas estão preocupadas com possíveis perdas no mês que vem, para os proprietários de pequenas pousadas e pensões, a suspensão do vestibular pode significar 100% de prejuízo. ''Temos vagas para 300 pessoas e normalmente contamos com 200 vestibulandos em janeiro. O problema é que muitas das 80 reservas estão sendo canceladas'', disse o sócio-proprietário de uma hospedaria, Clever Romano, lembrando que as atuais despesas mensais (que somam R$ 11 mil) podem aumentar com o prejuízo previsto de R$ 30 mil durante o mês de janeiro. (Colaborou Emerson Dias)


