Prejuízo incalculável, segundo associação
O prejuízo histórico com a extinção do conjunto de casas da estação ferroviária de Arapongas pode ser considerado incalculável, de acordo com a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. A vila foi construída em 1941 e serviu de moradia para os primeiros ferroviários da Companhia São Paulo-Paraná.
Empresários ingleses, interessados na exploração comercial do café e da madeira na região, financiaram a construção de parte do trajeto e do complexo, que além das casas, incluía ainda uma caixa d'água já demolida um armazém e o prédio central da própria estação, hoje transformado no museu da cidade.
Para o ex-ferroviário Carlos Dias Correa, diretor da associação, e um dos principais defensores do patrimônio histórico da RFFSA, os órgãos de fiscalização, como conselhos municipais de cultura e até mesmo a própria população, deveriam ser consultados antes de qualquer medida que venha prejudicar a história e o patrimônio da rede. ''Esses imóveis fazem parte do desenvolvimento econômico e cultural do Estado e não são valorizados como deveriam''. (G.G)





