O furto e a receptação de fios e cabos se tornaram tão frequentes em Londrina, que a Polícia Civil designou, há alguns meses, uma equipe formada por dois investigadores e um delegado para cuidar especificamente desses casos. São crimes que provocam perdas de milhões de reais para as empresas e prejuízos incalculáveis para consumidores.
''Já perdi a conta de quantos boletins de ocorrência fizemos relatando furtos de cabos. Para nós, é um prejuízo irreparável, porque, quando a polícia nos devolve os materiais apreendidos, eles já não servem para mais nada. Para o consumidor é péssimo, porque ele pode ficar muito tempo sem energia'', afirma o supervisor da Copel em Londrina, Carlos Panza. Ele acompanhou a operação da polícia no ferro-velho da Vila Nova, ontem.
Dados da Copel apontam que, de janeiro deste ano até agora, o prejuízo foi de pelo menos R$ 160 mil. Em todo o Paraná, desde janeiro de 2003, foram R$ 2,6 milhões. Segundo Panza, o alvo preferencial dos ladrões são bairros afastados e loteamentos novos, onde praticam os furtos geralmente de madrugada. O supervisor acredita que o perfil dos ladrões é de gente bastante pobre, que vende os materiais por preços baixíssimos, muitas vezes para comprar drogas.
Para o investigador Adriano Rogério Perez ''enquanto houver quem compre, vai ter quem furta''. Ele pede que a população denuncie o furto e receptação de cabos, por meio de ligações anônimas ao Disk-Denúncia, no número 197. (V.N.)

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