Prejuízo com a chuva chega a R$ 3 mi
As chuvas de domingo ainda deixavam rastros ontem, em Curitiba. A estimativa é de que 15 mil pessoas tenham sido afetadas pelas águas e 3 mil imóveis, atingidos. Os prejuízos chegam a R$ 3 milhões. Segundo a Defesa Civil, os números podem ser ainda maiores.
Os problemas continuavam ontem principalmente no bairro Campina do Siqueira, onde 280 pessoas ficaram desabrigadas, sendo 156 crianças de zero a seis anos. As famílias foram abrigadas na Paróquia São José Trabalhador e no Templo Espiritualista Filhos de Iemanjá, localizados na região. Aos poucos, as pessoas começaram a voltar para suas casas ontem.
Protesto - Moradores dos bairros São Braz e Santo Inácio ainda ontem limpavam as casas e os objetos atingidos pelas chuvas. Na segunda-feira, as pessoas atingidas pelas chuvas fecharam a Estrada da Mina do Ouro com móveis, colchões e alimentos perdidos para protestar contra as enchentes constantes e a falta de atendimento. As casas foram invadidas pelas águas, muros caíram e crianças quase morreram afogadas. Perdemos tudo, afirmou uma das moradoras, Rosângela Magalhães Velho, 31 anos. Hoje (ontem), a situação está horrível. Ainda não conseguimos lavar tudo.
Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), mais de 300 pessoas trabalharam ontem na limpeza e recuperação de prédios, móveis e equipamentos afetados pelas chuvas.
Fora de perigo - O edifício José Conrado Riedel, localizado no Centro Cívico, foi liberado ontem. Segundo os técnicos da Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis da Prefeitura de Curitiba, não houve danos na estrutura do edifício. O trabalho de escoamente da água durou a noite inteira. Pela manhã, ainda foram retirados alguns carros. A garagem que foi inundada tinha 33 veículos. Os moradores puderam voltar aos seus apartamentos.
O prédio do Fórum Cível não havia sido liberado até ontem. A previsão era de que as atividades voltassem hoje, mas o prazo poderia ser prorrogado para a próxima semana, de acordo com a verificação dos danos ocorridos.
Problemas - Os 4 mil telefones que estavam mudos na segunda-feira continuavam sem comunicação ontem durante o dia. Na região central e de Santa Felicidade, a previsão era de que o sistema voltasse ao normal até o final da tarde. As duas regiões estavam com 1,5 mil telefones mudos.
No Cristo Rei e no Juvevê, onde havia 2,5 mil telefones, a Telepar não tinha previsão de quando as linhas voltariam a funcionar.
Até a segunda-feira, 71.145 consumidores tinham ficado sem luz, principalmente na região central da cidade. Ontem, a energia já havia voltado para 99% das residências atingidas. Segundo a Copel, o problema persiste apenas nos casos mais graves, onde a água ainda não baixou ou onde houve destruição das moradias.
A distribuição de água, que estava parada desde as 15 horas de domingo nos bairros São Braz, Cascatinha e Santa Felicidade, começou a voltar ao normal na tarde de segunda-feira. Segundo o gerente da unidade de distribuição de água de Curitiba e Região Metropolitano, Celso Luiz Thomaz, até a meia-noite todas as casas já estavam abastecidas. A falta de água atingiu 10 mil pessoas. A interrupção no abastecimento ocorreu por causa de rompimentos numa tubulação no bairro São Braz.
Na Rodoferroviária, os problemas de falta de luz e de 50% dos telefones, que não estavam funcionando, tinham sido solucionados ontem, segundo o administrador, Jair José Carvalho.Mauro FrassonSem casaO garoto José Carlos Costa, 8 anos, é um dos desabrigados que estão sendo atendidos no salão paroquial da igreja São José do TrabalhadorAnna Camanducaia





