Prejudicados pelo Contorno Leste adiam ação judicial
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segunda-feira, 29 de setembro de 1997
Curitiba 
Donos de chácaras que serão atingidas pelo traçado do Contorno Leste reuniram-se neste final de semana e decidiram dar um prazo para a discussão das indenizações, antes de recorrer à Justiça contra a obra. Eles estão revoltados porque empregados da Esteio Engenharia entraram nas propriedades sem aviso prévio. A Nateec, empresa contratada para negociar as indenizações, admite que o trabalho está atrasado, mas promete concluir dentro de seis meses.
Isso deveria ter sido feito antes, mas, por causa da polêmica sobre o traçado, estamos trabalhando com as máquinas nas nossas costas, disse o engenheiro Deltermar Kowalczuk, da Nateec. Segundo ele, cerca de 400 propriedades serão atingidas pelos 44 quilômetros do Contorno e muitas ainda não foram avaliadas. Ele estima que serão pagos R$ 12 milhões em indenizações.
Se não acertarmos isso esta semana, poderemos entrar com ação judicial para embargar a obra, disse o economista Plínio Barroso de Castro Filho, que tem chácara em Piraquara. Ele e vários vizinhos dizem que não sabiam da alteração do traçado da rodovia, projetado, segundo os órgãos envolvidos, para desviar a Floresta Metropolitana.
Outro proprietário, o desembargador Francisco de Paula Xavier Neto, diz que o novo traçado causará um grande dano ambiental, atingindo mata ciliar com árvores centenárias. Toda estrada provoca dano ambiental, mas procuramos a alternativa menos danosa, disse o presidente da Comec, Luiz Hayakawa.


