Para a nutricionista Elaine Melo, restaurantes com boa orientação não reaproveitam alimentos de uma refeição para outra, no entanto, ‘‘como consumidor é muito difícil saber se o que comemos é fresco ou requentado’’.
  Programar o cardápio diário para que não haja sobras deve ser a conduta ideal dos restaurantes, assinalou a nutricionista, lembrando que todo cuidado no armazenamento dos alimentos é pouco quando o assunto envolve a proliferação de microorgnaismos. ‘‘Dá até para um restaurante reutilizar o arroz e o feijão, mas a manipulação deve ser a mais cuidadosa possível.’’
  Em casa é mais fácil reinventar um prato, garantiu Elaine, mesmo assim, a dona de casa deve respeitar regras básicas de refrigeração e reaquecimento para garantir qualidade à comida que alimentará a família. Problemas de intoxicação causada por alimentos preparados em casa são comuns, revelou a nutricionista.
  ‘‘O alimento que sobra deve ser guardado na geladeira logo ao final da refeição, em recipientes plásticos ou de vidro e com tampas e o reaquecimento deve ser feito em alta temperatura e por mais tempo do que o de costume. Se for possível ferver o alimento, melhor’’, explicou Elaine, destacando ainda que o alimento deve ser levado à geladeira sempre que não estiver sendo utilizado.
  Segundo ela, recipientes de alumínio nunca devem ir à geladeira e o ideal é não recongelar o que foi recentemente descongelado. ‘‘Vale lembrar que o descongelamento tem que ocorrer dentro da geladeira, de um dia para o outro, e não sobre a pia ou em recipientes com água’’, ensinou Elaine, alertando também para a higienização dos alimentos. ‘‘A mania de deixar a panela esfriando em cima do fogão deve ser abolida a qualquer custo.’’ (M.G.)

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