Preferência é se fazer o que gosta
Preferência é se fazer o que gosta
Se dar bem e fazer o que gosta é o lema da maioria dos candidatos a uma das 3,9 mil vagas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). E eles não estão interessados se o curso pretendido apresenta baixa ou alta relação de candidatos por vaga. Guilherme Larangeira, 17, fez o vestibular da UFPR no ano passado para experimentar. Passou em Física e, no ano que vem, para valer, vai fazer novamente o concurso. Física tem a menor procura entre os cursos oferecidos pela instituição, 2,3 candidatos por vaga. Posso não ganhar muito dinheiro, mas tenho a garantia do emprego. Quero ser professor, afirma, convicto.
Henry Leng, 19, também vai fazer o primeiro vestibular. Diz que não sabe em qual área vai atuar, mas, por ser surfista e gostar do mar, optou pelo novo curso de Ciências do Mar. Não fiz segunda opção e não estou tão confiante em passar, admite ele, que não esperava tanta concorrência (o curso tem relação de 15,6 candidatos por vaga). Segundo ele, os pais liberais aprovaram a opção.
Sem Apoio O mesmo apoio que Henry e Guilherme asseguram ter recebido dos pais, a estudante Melissa Amorim Melo, 18, garante que não teve. Ela optou pelo emergente curso de Turismo na PUC e na UFPR. A mãe, farmacêutica, e o pai, engenheiro elétrico, torceram o nariz. Minha mãe gostaria que eu prestasse para Medicina ou Direito, mas acabaram aceitando a segunda opção, Relações Públicas. Melissa diz que preferiu turismo porque gosta de viajar e conhecer pessoas e porque o mercado está crescendo.
Também admitindo que não tem muito conhecimento de como o mercado de trabalho pode absorver sua futura profissão, Maria Cláudia Machado, 17, diz que o pai influenciou na opção pelo curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia. Iria fazer jornalismo, mas, conversando muito com meu pai, que é biólogo, acabei me inscrevendo para um curso que achei diferente e que, tenho certeza, vou gostar demais.
Influência A influência familiar também levou Roberta Zanicoti, 17, a optar pela engenharia. O pai é engenheiro civil, a irmã é formada em Engenharia de Alimentos e o irmão está cursando Engenharia Mecânica. Aproveitei o embalo e me inscrevi para o curso de Engenharia Ambiental. Gosto de ecologia. Como todos os colegas, Roberta repete o discurso de que vai se dar bem, apesar de pouco saber sobre a dura realidade do mercado de trabalho no Brasil.





