Curitiba

Arquivo FolhaParceriaParticipação de prefeituras deve ajudar a garantir redução no número de acidentes com botijões e a qualidade do produtoAs prefeituras da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) vão auxiliar na fiscalização das normas de segurança para transporte, armazenagem e comercialização de gás de cozinha (Gás Liquefeito de Petróleo - GLP).
A medida deve garantir a redução no número de acidentes com botijões e a qualidade do produto comercializado. O assunto foi discutido ontem durante o encontro da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec).
Atualmente, a fiscalização é feita por técnicos do Ministério das Minas e Energia e do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), mas o número de funcionários não é suficiente para atender a todos os revendedores.
Com o auxílio da prefeitura, as empresas só poderão obter ou renovar o alvará de funcionamento se estiverem cadastradas junto a uma das distribuidoras do produto.
A ação visa eliminar pontos clandestinos de venda, que armazenam botijões de forma inadequada e podem estar comercializando gás de má qualidade. ‘‘Há um número muito grande de pequenos armazéns que trabalham sem o cuidado necessário. A parceria entre as prefeituras da região e ministério deve atuar sobre esses pontos’’, disse o prefeito de Curitiba,Cassio Taniguchi, presidente da Assomec.
Hoje, há um milhão de botijões nos municípios da Região Metropolitana, e cinco milhões no Paraná. Segundo o delegado regional do Ministério, Nilto Melquíades da Silva, somente em São Paulo foram registrados 10 mil casos de explosão de botijões este ano. No Paraná, não há controle sobre o número de acidentes.
No início do ano, o Ministério das Minas e Energia implantou uma central de troca de botijões em Araucária. Os revendedores devem levar todos os botijões à central, para verificação das normas técnicas.
Segundo o delegado regional do ministério, a central analisa 800 mil botijões por mês e, até agora, 20 mil unidades já foram eliminadas por falta de condições de segurança. ‘‘O centro também evita que as distribuidoras envasem em botijões de outras marcas, o que acontecia com frequência’’, disse Nilto Melquíades da Silva.

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