Prefeituras vão ajudar a fiscalizar gás de cozinha
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de novembro de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
Arquivo FolhaParceriaParticipação de prefeituras deve ajudar a garantir redução no número de acidentes com botijões e a qualidade do produtoAs prefeituras da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) vão auxiliar na fiscalização das normas de segurança para transporte, armazenagem e comercialização de gás de cozinha (Gás Liquefeito de Petróleo - GLP).
A medida deve garantir a redução no número de acidentes com botijões e a qualidade do produto comercializado. O assunto foi discutido ontem durante o encontro da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec).
Atualmente, a fiscalização é feita por técnicos do Ministério das Minas e Energia e do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), mas o número de funcionários não é suficiente para atender a todos os revendedores.
Com o auxílio da prefeitura, as empresas só poderão obter ou renovar o alvará de funcionamento se estiverem cadastradas junto a uma das distribuidoras do produto.
A ação visa eliminar pontos clandestinos de venda, que armazenam botijões de forma inadequada e podem estar comercializando gás de má qualidade. Há um número muito grande de pequenos armazéns que trabalham sem o cuidado necessário. A parceria entre as prefeituras da região e ministério deve atuar sobre esses pontos, disse o prefeito de Curitiba,Cassio Taniguchi, presidente da Assomec.
Hoje, há um milhão de botijões nos municípios da Região Metropolitana, e cinco milhões no Paraná. Segundo o delegado regional do Ministério, Nilto Melquíades da Silva, somente em São Paulo foram registrados 10 mil casos de explosão de botijões este ano. No Paraná, não há controle sobre o número de acidentes.
No início do ano, o Ministério das Minas e Energia implantou uma central de troca de botijões em Araucária. Os revendedores devem levar todos os botijões à central, para verificação das normas técnicas.
Segundo o delegado regional do ministério, a central analisa 800 mil botijões por mês e, até agora, 20 mil unidades já foram eliminadas por falta de condições de segurança. O centro também evita que as distribuidoras envasem em botijões de outras marcas, o que acontecia com frequência, disse Nilto Melquíades da Silva.


