Prefeituras trocam lixões por aterros
Prefeituras trocam lixões por aterros
Marccio W. Varella
Vinte dos 29 municípios com menos de 100 mil habitantes do Noroeste do Estado iniciam ainda este ano a construção de aterros controlados em substituição aos lixões a céu aberto implantados na periferia das cidades. Todos esses projetos, já aprovados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), estão sendo financiados por programa especial da Caixa Econômica Federal (CEF).
O projeto para a construção de um aterro sanitário em Maringá também já foi aprovado pelo IAP e terá financiamento da CEF, mas depende ainda da definição de uma área de no mínimo 10 hectares para a implantação do projeto. Maringá será enquadrada em outra linha de financiamento da CEF, pois o seu aterro exigirá mais recursos.
O diretor-regional do IAP de Maringá, Clóvis Lopes, explica que existem diferenças entre os aterros controlados que estão sendo implantados nesses 20 municípios (em áreas de no máximo dois hectares) e no aterro sanitário que deverá ser construído em Maringá dentro de, no máximo, um ano. O controlado é mais barato: basta cavar trincheiras que serão recobertas com o lixo. Ao lado, são construídos poços de monitoramento para controlar a qualidade do lençol freático e do chorume. Canos terão de ser instalados para facilitar a emissão de gás metano.
No aterro sanitário, além de ter de instalar os mesmos equipamentos utilizados no aterro controlado e que custam cerca de R$ 15 mil, terá de ser feita uma lagoa de captação para tratamento do chorume, produto líquido do lixo com alta concentração de matéria orgânica e principal responsável pela poluição causada ao meio ambiente. Esse tratamento devolveria a estabilidade à água.
Para ter um aterro sanitário funcionamento dentro de seus padrões normais, explica Lopes, será necessário que a comunidade maringaense participe do sistema de coleta de lixo. Para isso, moradores de casas e de prédios terão de deixar na calçada o lixo já separado: metal, plástico, papel e orgânico. Somente o orgânico iria para o aterro; os outros seriam enviados para usinas de reciclagem de lixo.
O atual lixão de Maringá, implantado há mais de 20 anos a cinco quilômetros do centro da cidade, próximo à estrada do Contorno Sul, já tem nove alqueires de lixo acumulado e nenhum controle ambiental. Os lixões de cidades pequenas, diz Lopes, são mais fáceis de serem controlados, pois não têm resíduos industriais. Os de cidades como Maringá são mais difíceis de fazer controle.





