Ossamu KandaTransporteO consórcio quer ampliar a oferta de ônibus na região metropolitanaA Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), lança este mês uma revista para divulgar o potencial econômico dos 29 municípios da região de Maringá. A publicação é o resultado de um trabalho desenvolvido durante o ano passado pela entidade, que fez uma série de levantamentos e pesquisas sócio-econômicas em cada município para mostrar a realidade local. ‘‘O principal objetivo da revista é atrair investimentos para toda a região’’, explica o professor José Gonçalves Vicente, secretário-executivo da Amusep.
O principal alvo dos levantamentos são os pequenos municípios polarizados por Maringá. Os pesquisadores contratados pela Amusep juntaram dados para apontar vocação de cada um dos 29 municípios. A primeira constatação, segundo o professor, é que os habitantes das cidades que fazem parte da associação dependem de Maringá. A pesquisa mostrou que diariamente 60 mil moradores da região estão em Maringá para algum tipo de atividade, desde o trabalho formal até o passeio.
Segundo o professor, municípios mais próximos como Sarandi, Marialva, Paiçandu, Mandaguaçu e até Iguaraçu, a 34 quilômetros de distância, funcionam como cidades-dormitórios de Maringá. ‘‘Nosso objetivo é mudar esta situação’’, afirma. Ele acredita que com o fortalecimento dos pequenos municípios que fazem parte da associação, Maringá ganha e muito. ‘‘Queremos melhorar a oferta de emprego nos pequenos municípios para melhorar a renda do trabalhador, que sempre compra parte do que precisa em Maringᒒ, defende.
Uma das pesquisas da Amusep apontou que 35% da população de Nova Esperança, que tem 26 mil habitantes e fica a 35 quilômetros de distância, faz compras ou visita Maringá pelo menos uma vez por mês. O professor Vicente lembra ainda que, além dos 29 integrantes da Amusep, muitos outros municípios dependem de Maringá. São pelo menos 120 cidades e mais de 2 milhões de pessoas.
Na fase de identificação do potencial dos municípios, foram aparecendo também os problemas comuns. São os mesmos de todas as cidades do País como saúde, educação, transporte e saneamento básico, entre outros. Como a meta da Amusep é de realizar um trabalho a longo prazo, os dados da pesquisa apontando as deficiências foram analisadas pelas lideranças de cada município.
O primeiro passo na busca de resultados concretos para solucionar os problemas comuns foi a formação do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Maringá (Cidermma), que já está atuando e com resultados positivos (veja reportagem nesta página). Mas a idéia, afirma o professor Vicente, é a busca de resultados a longo prazo que eliminem de vez os problemas. Para isso, com apoio de todos os prefeitos da região, a entidade quer divulgar as oportunidades de cada município.
O professor cita o exemplo das produções de seda na região de Nova Esperança e da uva em Marialva. A proposta da Amusep é também incentivar novos projetos como o da Calha Norte, que busca incrementar o turismo na região da divisa com São Paulo. Na área estão municípios que fazem parte da associação e que dependem exclusivamente da agropecuária.
A divulgação através da revista, segundo o professor, é uma alternativa de baixo custo e de resultados para mostrar o potencial da região. Ele explica que exemplares serão distribuídos para empresários, executivos e industriais de áreas que tenham alguma ligação com os setores de potencial identificado nos municípios. A entidade pretende também enviar a revista para representações diplomáticas instaladas no Brasil e representantes de multinacionais com interesse em investir no país. ‘‘Nossa prioridade é divulgar a região’’, informa.
A entidade quer também ampliar o poder político da região. Segundo cálculos do professor Vicente, os 29 municípios que fazem parte da associação têm juntos 10 deputados federais e 12 estaduais. ‘‘Se a força política for utilizada de forma correta, só temos a ganhar já que a meta é a união para conquistar benefícios comuns para todos’’, afirma.

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