Ônibus de transporte escolar contratados por prefeituras do Oeste paranaense voltaram a operar ontem, na abertura do ano letivo, transportando alunos da rede estadual, ao lado dos alunos de escolas municipais. As prefeituras decidiram recuar na ameaça que haviam feito em dezembro do ano passado, de não mais prestar o serviço, pelo qual o Estado nada paga. O recuo deve-se a ‘‘abertura de canal de negociação com o governo’’, segundo o prefeito de Céu Azul, Rogério Pasquetti (PDT), presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop).
A possibilidade de suspensão do transporte estava alarmando pais de alunos, e havia a possibilidade tumulto no reinício das aulas. Os prefeitos consideraram esta situação, mas, para Rogério Pasquetti, ‘‘o fundamental foi a designação do secretário de Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, pelo governador Jaime Lerner (PFL), para resolver o impasse’’. Segundo Pasquetti, a luta iniciada pela Amop espalhou-de pelo estado e pode resultar, ainda este mês, em uma reunião de todas as associações, com Ficinski, ‘‘para uma solução conjunta’’.
Um levantamento feito pela Amop indica que as prefeituras gastam aproximadamente R$ 1,3 milhão mensais com o transporte escolar. Dos cerca de 97 mil alunos transportados, 57% são de escolas estaduais. Em Céu Azul, dos 1,1 mil alunos transportados diariamente, apenas 400 são de responsabilidade do município. Em Medianeira, 70% dos 2,5 mil transportados são da rede estadual; no ano passado, o gasto mensal foi de R$ 58 mil com o serviço. Cascavel foi o município do Oeste paranaense que mais gastou: cerca de R$ 190 mil ao mês, com cerca de 3,4 mil alunos, 60% deles da rede estadual.
A secretária de Educação de Cascavel, Edi Maria Volpin, observa que muitos municípios também fazem o transporte de universitários para cidades onde há cursos superiores, enquanto sua obrigação é apenas com alunos de 1ª a 4ª série do 1º grau.

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