Prefeituras investem em rodoviárias
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terça-feira, 05 de julho de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
Passageiros que embarcam ou desembarcam nas rodoviárias de Umuarama (Noroeste) e Pitanga (Região Central) deverão ter mais conforto durante as próximas viagens de Natal e Ano Novo. Em Umuarama, uma nova rodoviária está sendo construída e em Pitanga, o terminal que já tem mais de 30 anos passa por reforma e ampliação. As prefeituras das duas cidades prometem entregar as obras no final deste ano, quando se encerram os mandatos municipais. No mês passado, reportagem publicada na FOLHA mostrava a situação de rodoviárias de cinco municípios da Região Metropolitana de Londrina.
Antigo, com problemas de infiltrações e mal localizado, o Terminal Rodoviário de Umuarama necessitava de uma grande intervenção. A construção de um novo terminal era uma reivindicação antiga dos usuários e comerciantes que mantêm lojas no local. "Os ônibus vão para o centro e complica o trânsito. O novo prédio fica às margens da rodovia, um ponto mais estratégico e de fácil acesso", avaliou o vice-presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama (Aciu), Celso Zolim. "A obra vai trazer muitos benefícios para os usuários e para o comércio da cidade."
A nova rodoviária terá 7.599 metros quadrados de área construída, sendo 1.993 m2 de calçadas, boxes e outras instalações. Na área externa, haverá estacionamentos, jardins e áreas de passeio. A obra foi orçada em R$ 14,5 milhões. As verbas são gerenciadas pela Fomento Paraná, em parceria com a Sedu e Paranacidade. O financiamento do governo é de R$ 8 milhões e os R$ 6 milhões restantes serão investidos pelo município.
A construção começou em outubro passado, mas falhas no projeto estrutural que só foram identificadas após o início das obras exigiram algumas adequações que acabaram prolongando a aprovação definitiva pelo Paraná Cidade e fizeram o cronograma atrasar. Apesar de todos os percalços, o secretário municipal de Obras, Jefferson Oncken, disse que a previsão de entrega é dezembro deste ano, embora a possibilidade de nova prorrogação não esteja descartada. Segundo ele, a estrutura da edificação já foi concluída e os próximos passos serão a construção da estrutura metálica, a instalação dos vidros e das redes elétrica e hidrossanitária.
O novo prédio terá dois pavimentos. A entrada e saída de usuários será feita pelo térreo, onde também haverá lojas e guichês para vendas de passagens. A área destinada ao embarque e desembarque de passageiros ficará no piso superior. "O maior diferencial em relação à rodoviária atual é a imensa melhoria no conforto dos usuários, além da localização mais próxima de uma rodovia", destacou Oncken.
REMODELAGEM
A ordem de serviço para revitalização do Terminal Rodoviário de Pitanga foi assinada no final de maio e as obras já começaram. Do antigo prédio, apenas a parte estrutural foi mantida. "O prédio é antigo e estava bastante danificado pela falta de reformas e manutenção. Na reforma, o espaço vai ser totalmente remodelado", explicou a arquiteta da prefeitura responsável pelo projeto, Taise Henckel.
Além da remodelagem completa do espaço, com troca de revestimentos, esquadrias e reformas elétrica e hidráulica, haverá duas salas a mais para a comercialização de alimentos, faixa elevada para acesso dos pedestres ao prédio e reconstrução da cobertura para que o pé direito fique mais alto. "A cobertura era baixa e tinha limitação de altura para os ônibus. Com a reforma, o acesso dos ônibus mais modernos, que são mais altos, será facilitado", disse a arquiteta.
Quando for entregue, a obra total terá 3.950 m2, dos quais 1.418,25 m2 serão de área construída. O restante será destinado a estacionamentos e áreas de permanência. O município calcula em R$ 919 mil o custo total da obra e o valor sairá integralmente dos cofres municipais. A previsão é entregar a obra no final de outubro.
"Essa obra era uma necessidade muito grande do município", disse o prefeito Altair José Zampier (PR). Ele destacou que a realização das obras com recursos próprios foi possível após a criação, há quatro anos, de uma central de controle responsável pela frota, almoxarifado e patrimônio. "Com a central nós passamos de deficitários para superavitários e agora podemos realizar diversas obras. A central permite uma economia de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões a cada ano e esse dinheiro pode ser investido em obras."


