O prefeito de Abatiá, Irton Oliveira Muzel, garantiu que o ônibus utilizado para transportar pacientes apresenta apenas ''problemas corriqueiros''. ''Se o veículo oferecesse riscos, não o colocaríamos na estrada'', afirmou. Segundo ele, o carro tem 30 anos e passa por manutenção diária. ''A prefeitura não tem condições de comprar um carro novo'', acrescentou. O prefeito disse ainda que o ônibus só viaja quando há mais de dez pacientes. Se o número é menor, as pessoas são transportadas em ambulâncias ou carros de passeio.
O prefeito em exercício de Jataizinho, Hélio Batista da Silva, admitiu que o veículo não tinha condições de rodar mas, por necessidade, chegava a fazer até duas viagens para Londrina por dia. ''Por fora, ele estava feio mas a mecânica a gente não deixava de cuidar e fazia a revisão direto'', disse ele. O veículo rodava desde 1978. Conforme Silva, a Prefeitura estaria tentando adquirir um ônibus novo desde março deste ano mas a compra estaria esbarrando na burocracia.
Para Ilson Donizete Gagliano, secretário de Saúde de Ivaiporã, o único ônibus que transporta passageiros da Saúde para Londrina, com dez anos de uso, está em estado ''satisfatório''. Segundo ele, como o veículo viaja diariamente, a manutenção também é diária. ''O ônibus carrega principalmente pacientes dos setores de oncologia e oftalmologia, serviços não ofertados pelo município, e sempre viaja com 80% da lotação'', informou. Além do ônibus, três vans ''mais novas'' estão à disposição da população. ''Se o próximo prefeito puder viabilizar a troca do ônibus seria bom'', sugeriu Gagliano.
Em Itambaracá, dois ônibus fazem o transporte de pacientes: um Mercedes de 1988 e um Scania de 1989, os quais, segundo José Aparecido de Oliveira, encarregado de pátio da Prefeitura, ''são seguros''. ''As viagens para Londrina ocorrem até três vezes por semana e a manutenção dos veículos é feita todo fim de semana. Os carros estão com lataria, assoalho e pneus novos'', elencou Oliveira, lembrando que a intenção do novo prefeito é buscar recursos para a compra de dois novos ônibus. ''Estes seriam usados pela Saúde e os mais velhos fariam uma linha escolar, dentro da cidade.'' A reportagem tentou contato com as prefeituras de Cornélio Procópio e Florestópolis, mas não conseguiu. (C.A., L.A. e Mariana Guerin)

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