Trinta e uma prefeituras da região de Umuarama fecharam as portas ontem e deram férias coletivas para os funcionários. O recesso vai durar um mês e os prefeitos esperam economizar um pouco para pagar as contas de final de ano. Serão mantidos apenas os serviços de saúde e coleta de lixo. Quase todas as prefeituras estavam funcionando apenas meio expediente desde 15 de novembro e pretendem manter o meio período em fevereiro. A maioria não tem dinheiro para pagar o 13º salário do funcionalismo e vai tentar parcelar o pagamento. Alguns municípios não estão conseguindo nem pagar os salários em dia.
É o caso de Tapira (96 km a nordeste de Umuarama), onde os funcionários públicos municipais estão com os salários atrasados há cinco meses. Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, José de Souza, a situação se complicou porque o ex-prefeito Wilson Lucena deixou muitas dívidas. ‘‘Assumimos com três meses de salários e o 13º atrasados e até agora nã conseguimos pôr em dia’’, justifica.
A maioria das prefeituras já adotou medidas de contenção de gastos e pretende dispensar servidores, embora evite falar em demissões em massa. O prefeito de Alto Piquiri (42 km a sudoeste de Umuarama), Francisco Ferreira dos Santos (PFL), informou que vai demitir pelo menos 40 pessoas até final de dezembro.
A prefeitura de Umuarama também fecha as portas a partir do dia 22 e dá ferias coletivas até 18 de janeiro, mas vai manter uma série de serviços mesmo considerados não-essenciais. Segundo o prefeito Fernando Scanavaca (PPB), continuam as obras de asfalto, cultivo de hortas comunitárias, arrendamento de terras para plantio de soja e outras atividades. O município não aderiu ao meio expediente e o 13º salário dos servidores será pago até o dia 22.
Meio expediente A Prefeitura de Mandaguari (33 km de Maringá), está atendendo desde ontem em apenas meio expediente, das 8 às 13 horas. A medida visa reduzir gastos. Apenas os serviços essenciais serão mantidos durante todo o dia. Segundo a prefeita Maria Inês Botelho (PSDB), mais da metade dos 583 servidores passaram a trabalhar apenas pela manhã. ‘‘Vamos fazer uma experiência até o dia 31 de março. Se der resultados, podemos manter o funcionamento em apenas meio período’’, avisa.
Hoje a administração trabalha com um déficit de R$ 15 mil ao mês. ‘‘Contando apenas os gastos com funcionalismo e material, porque as dívidas se tornaram um problema à parte’’, diz Maria Inês. A expectativa é de economizar pelo menos 20% da arrecadação, que no mês passado chegou a R$ 450 mil. Outras prefeituras da região também adotaram o meio expediente.
Desde ontem a Prefeitura de Apucarana também está com seus serviços e atendimento parcialmente paralisado, devido as férias coletivas concedidas aos servidores. O objetivo, segundo o prefeito Carlos Scarpelini (PPB), é obter uma substancial economia de recursos com a paralisação de uma série de serviços públicos.
Serviços essenciais como o do Pronto Atendimento Municipal (PAM) e coleta de lixo irão permanecer funcionando normalmente. Outros setores irão funcionar em sistema de plantões.

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