A Prefeitura de Matinhos começa a trabalhar na restauração da Avenida Beira Mar e na dragagem de todos os canais que cortam a cidade. Em Pontal do Paraná, onde o inchaço populacional na temporada de verão é mais forte, a maior benfeitoria é a extensão da rede de água para todo o município. Dos três principais municípios do litoral, apenas Guaratuba não terá novidades para a temporada que está chegando. Prefeitos reclamam da falta de pagamento do IPTU, principal fonte de arrecadação do litoral, e da falta de participação da comunidade em serviços essenciais.
Em Matinhos, que passa a ser comarca no dia 12 de dezembro (antes era comarca de Guaratuba) e espera receber mais de 400 mil pessoas neste verão, a prefeitura prepara a restauração de toda a extensão do calçadão que liga Matinhos a Caiobá. Também serão distribuídos 25 bancos de concreto por todo o calçadão. A previsão é que as obras estejam concluídas até o dia 15 de novembro.
Outra obra considerada importante é a dragagem dos canais que cortam a cidade, responsáveis pelas enchentes que acontecem anualmente em Matinhos, tendo a última acontecido no Carnaval de 1998. Segundo o prefeito Francisco Carlim dos Santos (foto), ‘‘essa obra deve solucionar ou pelo menos amenizar o problema das enchentes no município’’. As enchentes acontecem pelo açoreamento dos canais, provocado por mato, areia e principalmente o lixo jogado nos leitos. O serviço está sendo feito por 13 dragas que já trabalham há seis meses na cidade.
Em Pontal do Paraná a novidade este ano será a expansão da rede de água para todos os balneários. Inaugurada em agosto pela Sanepar, a expansão ainda é desconhecida pela maioria dos proprietários. ‘‘A maioria ainda não sabe que pode ter rede de água instalada e não pediu ligação para as casas’’, explica Tércia Almeida de Oliveira, diretora de urbanismo da prefeitura. Ela diz que neste verão pouca gente deve contar com o serviço.
Sem grandes indústrias ou empresas, Matinhos vive basicamente do IPTU dos imóveis. Carlim reclama da falta de empenho dos moradores, que deixam de pagar o imposto nos meses de inverno, ‘‘o que compromete as obras de infra-estrutura não só para os turistas, mas para toda a população’’. A prefeitura está leiloando todos os imóveis com dívidas anteriores a 1997, e parcelando dívidas mais recentes em até dez vezes.
Pontal do Paraná é o município que mais sofre o impacto do crescimento populacional no verão. Atualmente com 9.800 habitantes (Censo de 1996), Pontal chega a acomodar 400 mil pessoas nos períodos de pico da temporada (80% das casas ficam fechadas no inverno).
A prefeitura reclama da falta de participação da comunidade em programas que poderiam ser mais efetivos, como a coleta de lixo. ‘‘As pessoas não respeitam os dias de coleta, simplesmente jogam o lixo na rua inclusive nos finais de semana, dificultando o trabalho’’, reclama a diretora de urbanismo.

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