A Prefeitura de Londrina expede notificação hoje, através de cartório, solicitando à empresa Tâmara Serviços Técnicos S/C Ltda a rescisão amigável do contrato de prestação de serviços de roçagem que ela mantém com a Autarquia do Meio Ambiente (AMA). A informação é do procurador-geral do Município, Eduardo Ferreira Duarte, que ameaça entrar com ação na Justiça caso a empresa maringaense - que faz parte do grupo Principal Vigilância - não aceite a rescisão amigável.
‘‘A empresa terá 24 horas para nos dar a resposta positiva. Caso contrário, vamos alegar na ação rescisória em juízo que a Tâmara descumpriu a cláusula do contrato que poibia a subcontratação para outra empresa realizar os serviços que eram obrigação dela’’, afirmou, no início da noite de ontem, Eduardo Duarte. ‘‘Há documentos com o Ministério Público que comprovam esta quebra contratual por parte da prestadora de serviços.’
O procurador-geral garantiu que a rescisão do contrato entre a AMA e a Tâmara não representará prejuízos financeiros para a prefeitura e nem na qualidade dos serviços prestados para a população. Segundo ele, a roçagem de terrenos particulares e dos espaços públicos - antes executados pela AMA e Tâmara - serão imediatamente assumida pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
Denúncias de superfaturamento em serviços de capina e roçagem sob responsabilidade da Tâmara estão sendo investigadas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público desde fevereiro. O caso foi levado ao Ministério Público pela vereadora Elza Correia (sem partido). Quando o assunto se tornou público, em março, diretores da autarquia, entre eles o ex-presidente Mauro Maggi, pediram demissão.
A AMA é dirigida atualmente por Sandra Graça. O promotor Bruno Galatti encontrou indícios de irregularidades no caso e tenta notificar os ex-diretores da autarquia para prestarem depoimento. Além do superfaturamento, a Tâmara estaria usando mão-de-obra e equipamentos da frente de trabalho.

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