Santo Antônio da Platina - O prefeito de Nova América da Colina, Donizete Godoy (PMN), anunciou ontem, em Nova América da Colina (32 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio), que vai recorrer da liminar obtida pelo Ministério Público na última terça-feira, que interditou o abatedouro municipal. Ele confirma que o local precisava de reformas, mas alega que também teria solicitado a interrupção das atividades do local em janeiro, para realizar as obras.
O Ministério Público ajuizou uma ação civil pública contra a administração municipal e contra os empresários que utilizavam os serviços do abatedouro. O promotor de Justiça, em Assai, Renato de Lima Castro disse que o local é inadequado para o abate de animais e para distribuição de carne suína ou bovina. O processo de interdição foi concluído na última sexta-feira, após a citação dos réus.
O promotor disse que a prefeitura foi omissa porque não realizou a fiscalização adequada e permitiu o abate e a comercialização de animais. Ele adverte que a liminar determina que não é permitido abater animais no local e que os empresários citados estão impedidos de comercializar carne sem fiscalização dos órgãos competentes. Caso as orientações sejam desobedecidas a decisão prevê uma pena diária de R$ 1 mil.
Castro informou que o local era utilizado há pelo menos três anos. Ele explica que a interdição será definitiva, caso não sejam cumpridas as exigências previstas na legislação sanitária federal e estadual. O abatedouro funciona na Fazenda Boa Esperança, próxima a zona urbana do município.
Godoi disse que não realizou as reformas para a melhoria do local porque o prédio estava localizado em área privada. Ele explicou que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) veda a realização de benfeitorias em propriedades particulares. Ele concorda que o local precisava de reformas.

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