Prefeitura vai recorrer de decisão
Albari RosaO prefeito Jocelito Canto diz que obra está relacionada a um projeto de resgate histórico do municípioA Prefeitura de Ponta Grossa garante que vai recorrer da decisão judicial e tentar derrubar a liminar que impede o prosseguimento das obras. De acordo com o prefeito Jocelito Canto, a abertura da rua está relacionada a um projeto de resgate histório do município. Ele disse que no passado os tropeiros passaram pela rua que dividia a Praça Barão do Rio Branco. Estamos devolvendo a origem da praça, justifica Jocelito.
Outra questão abordada pelo prefeito, é que a abertura da rua pode representar a revitalização do comércio na região, além de contribuir para o processo de reestruturação do sistema viário da cidade. Jocelito diz que pretende dar nova vida à praça, acabando com o consumo de drogas e a prostituição no local.
Sobre o horário em que a prefeitura resolveu fazer as obras, o prefeito defende-se alegando que essa foi uma medida de prevenção. Jocelito diz que gosta de trabalhar à noite para não perder o dia de serviço. Outra justificativa do prefeito é que durante o dia as máquinas poderiam oferecer risco ao grande número de pessoas que passa diarimente pelo interior da praça.
Dentro dos cinco dias que tem para recorrer da decisão judicial, a prefeitura garante que irá apresentar o projeto ambiental ao IAP. Sobre a liberação da obra pelo Patrimônio Histórico, Jocelito diz que primeiro vai tentar derrubar a liminar, o que garantirá a retomada automática dos trabalhos de abertura da rua.
Deputados - Os deputados estaduais Plauto Miró Guimarães (PFL) e Péricles Holleben de Mello (PT) condenaram a atitude do prefeito, entendendo que antes de promover a mudança na praça ele deveria ter ouvido a comunidade e os segmentos organizados da sociedade.
Na avaliação de Péricles de Mello, o prefeito de Ponta Grossa agiu de maneira autoritária. Na calada da noite chega a ser um desrespeito com a população, diz. Para o deputado Plauto, antes de mais nada o prefeito deveria ter discutido com a população. Essa discussão era necessária para a população saber o que a prefeitura queria fazer, diz Guimarães.(G.F.)





