Prefeitura vai multar proprietários
A prefeitura de Curitiba quer reduzir o número de casas abandonadas no anel central da cidade. A intenção é reforçar a fiscalização desses imóveis, aplicando multas aos proprietários. A medida vai priorizar as residências onde se formaram abrigos para mendigos e crianças de rua, chamados de mocós, ou aqueles que colocam em risco a circulação dos pedestres.
Atualmente, a Secretaria Municipal de Urbanismo tem cadastradas cerca de 63 residências fechadas, sem nenhum tipo de ocupação. Destas, 51 apresentam características de mocós, sendo que 24 são os pontos de pernoite com maior frequência de pessoas.
O problema do abandono dos imóveis é a consequência social que gera, afirma o diretor de fiscalização da secretaria, Valdir Ulbrich. De acordo com ele, quando surge um mocó, a segurança da região vizinha acaba se deteriorando. Em 90% desses pontos, existem casos de roubos, agressões, consumo e tráfico de drogas e também prostituição, acrescenta o tenente Claudionor Agibert, da Comunicação Social do Comando de Policiamento da Capital (CPC).
Segundo o tenente, em alguns mocós já ocorreram mortes, provocadas por brigas entre os moradores. Em muitos casos, essas pessoas estão sob o efeito de algum tipo de droga, como álcool, solventes, cola de sapateiro, maconha ou crack, afirma Agibert. Dados do CPC indicam que nos mocós das ruas Presidente Farias e da Glória ocorrem tráfico de tinner e crack. Mas o consumo e a venda estão disseminados, sendo de díficil controle em todos os mocós, afirma.
ControlePara tentar reverter esta situação, a fiscalização da prefeitura vai notificar os donos dos imóveis abandonados. Vamos conversar com os proprietários, dando um prazo de 30 dias para recuperar o local, avisa. Depois desse prazo, vão ser aplicadas multas que variam conforme o tamanho do imóvel, podendo atingir até 10.713 Ufirs (R$ 10.296,26). Essa multa pode ser reaplicada se o proprietário mantiver a casa em más condições, diz.





