A Prefeitura de Curitiba está lançando uma campanha para alertar a população sobre como acondicionar corretamente o lixo cortante - cacos de vidro e ‘‘cantos vivos’’ de azulejos, latas abertas, ferragens - além de agulhas e outros objetos perigosos. Através dos meios de comunicação, a campanha vai ensinar a evitar acidentes - em casa e com os funcionários da limpeza pública. Segundo a prefeitura, cada funcionário picado por agulhas representa - além da perda pessoal causada por ferimento - um gasto de R$ 800,00, uma vez que a empresa tem que bancar uma bateria de exames médicos.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente pretende ensinar como embrulhar este material, usando jornais ou caixas de papelão, antes de ser colocado em sacos plásticos. Todos os vidros (inteiros ou quebrados) devem ser embalados porque existe risco de quebra durante o transporte até a lixeira ou na coleta. O engenheiro de segurança da Cavo, Marco Lorentz, sugere também que o vidro seja colocado dentro de caixas de sapato, de pacotes de pão, de caixinhas de leite ou, então, dentro de uma garrafa pet de refrigerante cortada.
As agulhas devem ser reencapsuladas, ou seja, recolocadas nas respectivas ‘‘tampinhas’’ ou em um recipiente fechado antes de ir para o lixo. Um outro meio de prevenção, atualmente adotado por algumas farmácias e laboratórios, é reservar um vidro, ou de preferência uma lata com tampa para se colocar as agulhas descartadas.
As lâmpadas, explica o engenheiro, representam um dos maiores problemas para os coletores. O ideal é que elas sejam encaminhadas aos caminhões do lixo tóxico, que ficam um dia por mês em todos os terminais de ônibus da cidade (o roteiro pode ser obtido pelo telefone 338-8399). Se a lâmpada for deixada para a coleta comum, é melhor que a pessoa a deixe exposta na rua, para que o coletor veja o objeto e tome cuidado. Quebrar não é recomendável porque a lâmpada possui gás tóxico em seu interior.
Além dos acidentes causados pela má disposição do lixo, os coletores têm que enfrentar também os ataques dos cães. Os animais ficam soltos na frente de casa, dificultando o trabalho da coleta. A recomendação é que os animais fiquem presos no horário da coleta.

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