Cerca de setenta imóveis de trecho da Avenida Duque de Caxias entre a BR-369 e a Avenida Leste-Oeste, na área central de Londrina, deverão ser desapropriados pela administração municipal para a instalação de um corredor rápido de ônibus. A iniciativa, que integra o projeto do SuperBus, prevê a duplicação da Duque e a implantação de pistas em dois sentidos na avenida. Atualmente, a via conta com apenas o sentido zona norte/centro. O assessor executivo da prefeitura responsável pelo SuperBus, Carlos Alberto Geirinhas, destacou que as obras vão servir para adaptar a Duque de Caxias às necessidades do projeto de mobilidade urbana previsto para o município. "Os veículos do SuperBus vão precisar circular por áreas mais retilíneas, e a Duque passará pelas adequações para ser um dos principais corredores do novo sistema de transporte coletivo", argumentou.
Pelo projeto, as desapropriações vão custar aproximadamente R$ 19 milhões. Os recursos, conforme Geirinhas, sairão dos cofres da prefeitura. "É uma verba própria, que será utilizada como contrapartida para a liberação dos R$ 124 milhões por parte do Ministério das Cidades, necessários para a realização de todas as obras previstas para o SuperBus", explicou, acrescentando que a verba para a desapropriação dos imóveis já está prevista no orçamento de 2016 do Executivo. O assessor disse, entretanto, que o município também trabalha com a possibilidade de usar a contrapartida para a realização de outros procedimentos, e esperar o recurso federal para iniciar as desapropriações. "Os R$ 19 milhões não serão utilizados, necessariamente, nas obras de duplicação", observou.
Geirinhas lembrou ainda que o projeto do SuperBus também prevê a construção de um viaduto no cruzamento da Duque de Caxias com a BR-369, "sem a necessidade de colocação de sinaleiros". "Com as obras, vamos conseguir manter um acesso completamente duplicado entre a Avenida Leste-Oeste, no centro, e a região norte da cidade", completou.
Questionado se o projeto prevê desapropriações para outros pontos da cidade, Geirinhas contou que o novo sistema de transporte coletivo "exige terminais maiores", e que as obras de ampliação poderão demandar a aquisição de áreas localizadas nas proximidades desses terminais. "O SuperBus prevê a expansão de pelo menos quatro deles."

Prefeitura vai desapropriar 70 imóveis na Duque
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O projeto de mobilidade urbana, que tem o SuperBus como epicentro, foi apresentado pela Prefeitura de Londrina ao Ministério das Cidades em março. De lá para cá, o município conseguiu o aval do governo federal e repassou a proposta para análise do departamento de engenharia da Caixa Econômica Federal. "Vamos aguardar a Caixa terminar os trabalhos, avisar o ministério e, posteriormente, fazer a liberação dos recursos", disse Geirinhas, destacando acreditar que a verba será liberada ainda este ano. "Só depois disso vamos poder abrir as licitações", disse.
Pelo projeto, o SuperBus passará por 37 ruas e avenidas de Londrina, que receberão faixas exclusivas para ônibus e pontos personalizados, com cobertura e assento. Ainda conforme o novo projeto, 24 das 37 vias serão contempladas com ciclovias, sem contar as quatro que já possuem as canaletas aos ciclistas.
Geirinhas lembrou que uma avenida do município já passa por readequações para receber o SuperBus. "Os corredores exclusivos de ônibus que estão sendo instalados na Tiradentes, por exemplo, já levam em conta os moldes previstos na primeira fase do sistema", destacou o assessor, citando as obras de revitalização da via.
A administração municipal está testando ônibus articulados para escolher, com a ajuda da opinião pública, o modelo para o novo sistema. "Vamos concluir a bateria de testes, coletar a preferência dos usuários e apresentar o índice de satisfação de cada veículo em alguns meses", informou Geirinhas.

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