Prefeitura toma posse de imóveis na Goiás
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina tomou posse ontem de dois imóveis localizados na Rua Goiás e que estariam ''atrasando'' as obras da duplicação da via. O município obteve na Justiça a imissão de posse das duas casas (que ficam entre a Avenida JK e a Rua dos Escoteiros), onde funcionavam uma marcenaria do curso de Arquitetura e um escritório com o arquivo do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), lavanderia e uma capela.
De acordo com o diretor de Bens do município, Pedro Afonso Figueiredo, um dos terrenos pertencia à própria Unifil e o outro a um menor de idade, cuja avó - usufrutuária do imóvel - alugava a casa para a instituição e não concordava com a venda. ''A Unifil se manifestou interessada em doar o terreno pertencente a ela, mas existem pendências trabalhistas. A mãe do menor concordava com a venda, mas a usufrutuária não. Tudo isso fez com que houvesse um atraso nas negociações. A ação foi para a Justiça e hoje (ontem) o juiz concedeu a imissão de posse favorável à prefeitura''.
Figueiredo explicou ainda que, em casos como esse, o direito público prevalece. ''O espaço é decretado como de utilidade pública e sem lesionar os munícipes. A prefeitura depositará o valor do imóvel em juízo, que ficará à disposição dos proprietários'', disse.
A imissão de posse foi expedida pelo juíz Paulo César Roldão, da 8 Vara Cível de Londrina. Por volta das 11h30, o oficial de Justiça Adelino Nascimento chegou ao local com os documentos e com um chaveiro para abrir os imóveis. Em uma das casas, o chaveiro teve que pular o muro, em outra os pedreiros derrubaram o portão.
Além de maquinários, dentro da primeira casa havia também a maquete de um projeto para o Teatro Municipal produzida por alunos de Arquitetura. Os objetos seriam transportados pelos funcionários para depois serem entregues à universidade. No outro imóvel, funcionários da universidade foram pêgos de surpresa. ''Não sabia que estava acontecendo tudo isso não'', comentou um deles.
A dona de casa Maria Aparecida Berbicz, que mora na Rua Goiás há 40 anos, se assustou ao ver o oficial de Justiça, temendo que a ordem fosse para o seu imóvel. Ela disse que não vendeu sua casa por não concordar com o valor oferecido pela prefeitura - R$ 82 mil. ''Eles alegam que é uma casa velha e de madeira e por isso não vale mais que isso. Mas eles não estão levando em consideração a reforma dos fundos que é de alvenaria. Eu tenho todos os documentos certos provando a reforma e tudo o que eu já fiz na casa, mas na planta da prefeitura minha casa ainda está sem esses dados porque eles já queriam duplicar aqui. Eu já falei que aceito sair, mas quero um valor justo.''


