A Prefeitura de Guarapuava e o governo do Estado foram condenados pela Justiça Federal a devolver R$ 141,1 mil ao Ministério da Saúde como ressarcimento por cobranças de serviços não efetuados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 1994. Procurado pela Folha, o ex-prefeito de Guarapuava, César Franco, disse não se lembrar do caso.
Franco, que atualmente é diretor do Detran, disse ter conversado com a integrantes da Secretaria de Saúde sobre o caso há algum tempo e que as irregularidades teriam sido praticadas também em outros municípios por orientação do secretário estadual de Saúde na época.
As fraudes teriam acontecido em 1994, quando o secretário de Saúde de Guarapuava era René Santos. As cobranças indevidas foram relacionadas a atendimentos de enfermagem, visitas sanitárias não realizadas e consultas simples cobradas como se fossem terapêuticas.
A Justiça Federal confirmou as argumentações da Prefeitura de Guarapuava na ocasião, a partir da análise de circulares da Secretaria Estadual da Saúde que orientavam os funcionários do município a adotar procedimentos para receber quantias maiores pelos serviços prestados pelo SUS. Por isso, além da prefeitura de Guarapuava, o governo do Estado também foi condenado.

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