Ossamu KandaRisco de acidentesO excesso de chuvas tem prejudicado o trabalho para esgotar a água; paredes do túnel podem desmoronarFuncionários da Prefeitura de Maringá tentavam ontem esgotar a água empoçada no túnel ferroviário do Novo Centro, no trecho do viaduto da avenida Pedro Taques. O local está sendo frequentado por crianças que moram na região. Nos dias mais quentes, elas aproveitam para tomar banho na água suja. O engenheiro Eduardo Sakae, chefe do setor de pavimentação e galerias do Serviço Autárquico de Obras da prefeitura (Saop), calcula que são mais de um milhão de litros de água no trecho alagado do túnel.
Ele contou que anteontem uma bomba retirou cerca de 200 mil litros de água do local. A chuva forte no final da tarde obrigou a paralisação do trabalho e devolveu um volume maior de água ao trecho. ‘‘Conseguimos reduzir a altura da água em cerca de 40 centímetros, mas hoje (ontem) o nível subiu quase um metro’’, calcula Sakae. A maior preocupação do município, além do risco de acidentes com menores que nadam no local, é que o nível da água aumente muito, provocando o desmoronamento das laterais do túnel.
Segundo Sakae, a única saída para acabar com o problema seria a conclusão da obra, que exige a escavação do trecho entre o viaduto até a entrada do túnel na avenida São Paulo. São cerca de 300 metros de extensão. A Urbamar, empresa responsável pela urbanização do Novo Centro, informou que, para concluir esta fase da obra, seria necessária a construção de cortinas de contenção dos barrancos. Em um dos lados do túnel passa a linha férrea e a escavação sem as cortinas poderia provocar o desmoronamento dos barrancos, que têm cerca de oito metros de altura.

mockup