A Vigilância Sanitária de Londrina e a Autarquia do Meio Ambiente (AMA) estão procurando um local para acomodar os mais de 200 gatos mantidos em um terreno no Jardim Colina Verde (zona oeste). Atendendo reclamações de vizinhos, funcionários da vigilância estiveram na casa anteontem e constataram falta de higiene.
‘‘Mesmo não sendo responsabilidade da autarquia, estamos percorrendo a cidade atrás de um possível local’’, explicou o presidente da AMA, Luiz Eduardo Cheida. ‘‘A situação vai se resolver somente quando for construído um centro de zoonoses, com canil, gatil e área para animais de grande porte.’’ Na semana passada, a AMA notificou a psicóloga, que tem até sexta-feira para definir o que será feito com os animais.
Para o gerente da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, também não haveria uma solução a curto prazo. Mesmo havendo mau cheiro e acúmulo de fezes, ele sugeriu que fossem executadas algumas obras para reduzir o problema. ‘‘A proprietária terá que fazer adequações emergenciais para minimizar a situação’’, comentou Castro, durante a fiscalização realizada anteontem.
Segundo a diretora-executiva da secretaria de Saúde, Margarete Shimiti, existe um projeto, estimado em R$ 700 mil, que poderia manter animais e executar serviços de laboratório. ‘‘Temos até um local para construir o centro (localizado na Estrada da Perobinha, zona norte de Londrina), mas para conseguir recursos federais precisamos nos aprofundar mais sobre os serviços oferecidos, que abrangeria toda região’’, explicou Margarete, sem estipular prazos para as obras, que ocupariam 750 metros quadrados.
Ontem, o diretor do Hospital Veterinário (HV) da UEL, Italmar Teodorico Navarro, negou que tivesse examinado todos os felinos mantidos no local. Ele disse que apenas 40 gatos teriam passado pelo HV devido a uma intoxicação grave, contrariando afirmações da proprietária da área, a psicóloga Luíza Barroso. Ela havia dito que todos os animais haviam passado por exames.
‘‘Recebemos os bichos no final de dezembro porque estavam envenenados. Não visitamos a casa, não conhecemos a dona e não emitimos atestado para todos esses animais’’, garantiu Navarro, destacando o perigo de manter tantos gatos concentrados em pequenas áreas (a propriedade tem cerca de 2,5 mil metros quadrados). ‘‘Entendemos que a mulher está tentando cuidar deles, mas não é saudável mantê-los lá.’’ A Folha não conseguiu localizar Luíza ontem.

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