Prefeitura teme aumento de camelôs
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sábado, 02 de maio de 1998
Sid Sauer 
Arquivo FolhaExpansãoVenda de cachorro-quente nas ruas A Prefeitura de Campo Mourão está preocupada com a possibilidade de aumento do número de barraqueiros e vendedores ambulantes pelas ruas da cidade. Reuniões com os cerca de 50 vendedores que têm autorização para trabalhar em barracas padronizadas estão sendo realizadas.
Não queremos impedir ninguém de fazer suas vendas, mas queremos um comércio paralelo organizado e que não prejudique o comércio normal, explica o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Joaquim Quirino Mendes.
Segundo ele, só podem trabalhar os que cumprem as exigências do Código de Posturas e da Saúde Pública. Caso contrário, não é liberado alvará e a atividade é ilegal. Além do pagamento de tributos e taxas, as barracas devem ser padronizadas e colocadas em local que não atrapalhem a passagem de pedestres e o fluxo de veículos.
Em frente à Secretaria de Planejamento, no entanto, que é responsável pela fiscalização, uma barraca colocada na calçada da rua Francisco Albuquerque atrapalha quem passa a pé pelo local.
Mendes diz que o funcionamento de pontos de venda fixos ou ambulantes somente é autorizado pela Secretaria da Fazenda mediante parecer do Setor de Fiscalização da Secretaria do Planejamento e da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde.
Os vendedores que obedecem todos os itens estão sendo cadastrados na prefeitura. O cadastro foi criado para facilitar a identificação dos barraqueiros autorizados e proibir o trabalho de ambulantes não credenciados.
Moda O problema da proliferação das barracas é antigo. Há quatro anos, a prefeitura chegou a cancelar a renovação de alvarás de barraqueiros já instalados e até deu prazo para que eles fechassem as barracas, mas o caso provocou polêmica e acabou arquivado. Na mesma época, a prefeitura anunciou que pretendia transformar o terminal de ônibus urbano, no centro da cidade, numa espécie de camelódromo.
A idéia só foi deixada de lado porque a prefeitura não conseguiu recursos para construir dois novos terminais nas extremidades do quadrilátero central, como era projeto da Secretaria de Planejamento.
Desde então, os barraqueiros estavam trabalhando à vontade, mas sem aumento significativo de novas barracas. O crescimento, no entanto, chegou no ano passado, quando se expandiu em Campo Mourão a venda de cachorro-quente em barracas. Cinco foram instaladas no centro da cidade.


