Prefeitura tem pressa na transferência da área
Prefeitura tem pressa
na transferência da área
A Prefeitura de Curitiba tem o maior interesse em desativar o Presídio do Ahu, já que uma das promessas de campanha do prefeito Cassio Taniguchi era exatamente a transferência da prisão. O prefeito diz que, por ele, a transferência já teria ocorrido, mas a burocracia e o grande número de partes envolvidas acabou dificultando o processo. A área, segundo avaliação do mercado imobiliário, vale pelo menos R$ 20 milhões e a transferência poderia aumentar o valor dos imóveis nas adjacências.
A intenção de alguns grupos interessados em comprar ou permutar a área é confirmada pelo prefeito, que, no entanto, se recusa a dar os nomes dos interessados. Isso ainda está sendo discutido em sigilo, alega. Há a informação de que a rede de hipermercados Extra esteve negociando com a Prefeitura, mas a versão não é confirmada.
Poderia ter havido tal negociação no ano passado, antes de a rede comprar o terreno no bairro Alto da XV, onde instalou um hipermercado 24 horas. Na Prefeitura, entretanto, as negociações seriam mais recentes, neste ano.
Segundo Taniguchi, o prédio principal do complexo penitenciário deve ser preservado. Com certeza vamos manter o prédio, que tem um valor histórico inestimável, confirma. A construção, iniciada em 1901, abrigou inicialmente o Sanatório Nossa Senhora da Luz. Em 1905, foi transformada na Penitenciária de Curitiba, como se mantém até hoje.
Necessária - Para o coordenador do Departamento Penitenciário, Cezinando Paredes, a transferência é necessária e ele acredita que a movimentação em torno do assunto deve surtir efeitos mais rápidos. Agora é a primeira vez que se está falando no assunto de uma forma mais séria, com o empenho do governador Jaime Lerner. Mas ainda vai demorar para definir os critérios, opina.
(E.B.J.)





