Prefeitura tem 120 dias para salvar o Lixão
Prefeitura
tem 120 dias
para salvar
o Lixão
Acordo dá prazo para obras emergenciais
Benê Bianchi
O município e Vega Engenharia Ambiental S.A. - concessionária do serviço de coleta de lixo em Londrina e responsável pela operação do Aterro Sanitário, na zona leste - têm prazo de 120 dias para execução de obras emergenciais e definitivas para conter a possibilidade de rompimento da lagoa de chorume do aterro, também conhecido como Lixão. Um acordo neste sentido foi assinado ontem pelo diretor-presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Mauro Maggi, e pelo gerente da Vega, Haroldo Olivati, no gabinete da promotora do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reinchenbach.
A promotoria estabeleceu uma multa de R$ 10 mil por dia caso os pontos acordados não sejam cumpridos. A audiência ontem com a promotora foi ocasionada pelo transbordamento da lagoa de chorume, ocorrido devido às chuvas da semana passada.
Como a lagoa não conseguiu atender a demanda, o chorume alcançou a Casa de Máquinas e parte dos equipamentos de manutenção do Lixão, além de provavelmente ter atingido o lençol freático e contaminado os mananciais. O alerta foi dado pelo Núcleo de Meio Ambiente da Universidade de Londrina (UEL).
O acordo assinado ontem prevê algumas etapas a serem cumpridas. Segundo a promotora, deve ser retirado, imediatamente, o chorume acumulado na área alagada. O produto deve ser tratado e devolvido à natureza. Também faz parte das metas imediatas que a lagoa passe a ser tratada quimicamente e o recobrimento do lixo com terra.
No período de 60 dias, deve estar sendo feita a drenagem de águas pluviais, com a construção de curvas de nível e canaletas próprias para o trabalho, entre outros itens. E, em 120 dias, deve estar construída a segunda lagoa de chorume do Aterro Sanitário.
O presidente da AMA informou que o município já está desapropriando uma área de pouco mais de 82 mil metros quadrados para a construção da lagoa. Entre desapropriação e obra, devem ser gastos entre R$ 500 mil e R$ 600 mil, Mauro segundo Maggi. Ele garantiu que já estão sendo executadas a drenagem do chorume de águas pluviais e o recobrimento do lixo com terra.
Maggi comentou que com a aquisição da nova área haverá terra suficiente para fazer o serviço de recobrimento do lixo de forma satisfatória. Entre nossas ações principais está também a recuperação da usina de tratamento de chorume, que foi adquirida mas nunca entrou em operação.
Maggi ressaltou que as obras de readequação do Aterro Sanitário não inviabiliza os planos para a mudança do Lixão de local. Segundo ele, o município já tem em vista uma área de 20 alqueires para a trasferência do Aterro Sanitário. Ele não forneceu detalhes sobre o local, mas afirmou que é longe da região urbana. Vamos agora adequar o Lixão. Isso não significa que não vamos trasferi-lo.





