Prefeitura também
investe no calçadão
Obras do projeto
Revivendo Curitiba
começam no
segundo semestre
Assim como a Universidade Federal do Paraná e o governo do Estado, a Prefeitura de Curitiba também está trabalhando para revitalizar seu cartão postal, o calçadão da Rua XV de Novembro, também conhecida como Rua das Flores. O projeto prevê a construção de obras básicas e atrativos que possam fazer com que a população volte a desfrutar da rua.
Batizado de Revivendo Curitiba, o projeto abrange a área localizada entre a Rua Comendador Araújo e a Praça Santos Andrade, pontos extremos do calçadão. Ele levará para a XV de Novembro novas instalações de redes de água, telefonia e energia elétrica. Além disso, a rua será renovada, passando a contar com um café, novos bancos, lixeiras e floreiras. A coordenadora do trabalho, Ariadne Mattei Manzi, explica que os modelos destes equipamentos ainda estão sendo estudados por técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), responsável pelo projeto.
As obras na Rua XV de Novembro só terão início no segundo semestre deste ano. Mas, enquanto isso, a Secretaria Municipal de Obras Públicas vem executando serviços em áreas próximas. É o caso da Rua Comendador Araújo, que já teve suas galerias de águas pluviais e rede de energia elétrica substituídas, e a rede de telefonia ampliada.
Ariadne Manzi comenta que a prefeitura espera que os lojistas da Rua XV também participem da revitalização do local. ‘‘Isso aumentaria ainda mais o atrativo da rua’’, diz.
A arquiteta Daniela Slomp Busarello, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR, tem a mesma opinião. Para ela, a participação dos empresários e da comunidade é imprescindível para a revitalização dos centros urbanos das grandes cidades, que vêm sofrendo um processo de degradação. Segundo a arquiteta, esse fenômeno acontece por causa do crescimento acelerado das populações e da estrutura física das cidades.
Daniela Busarello diz que a Rua das Flores está sofrendo dos mesmos males das grandes metrópoles mundiais, porém em uma escala passível de ser revertida. Entre os problemas que ela destaca estão a falta de segurança, os riscos de incêndio, saneamento insuficiente e, principalmente, a falta de atrativos para a população. (A.R.)

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