A prefeita de Jataizinho (21 quilômetros a leste de Londrina), Teresinha de Fátima Sanchez (PSDB), afirmou que as cobranças feitas pelo médico Luiz Sato por serviços incluídos no convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital São Camilo, têm o objetivo de desestruturar sua administração. A prefeitura não repassou ao hospital a verba de R$ 3.323,00 referente ao mês de janeiro e, por isso, segundo a prefeita, Sato estaria querendo levantar o dinheiro junto a comunidade.
Teresinha Sanchez informou que tem em mãos documentos que comprovam que Luiz Sato, ex-prefeito do município, cassado no ano passado, tem dívidas junto ao Ministério da Previdência Social que somam R$ 294.327,00, referentes a desvios de recursos públicos. ‘‘Enquanto eu não conseguir junto ao governo federal a informação de que estas dívidas foram pagas, não vou repassar a verba municipal ao hospital’’, disse a prefeita. Ela afirma também que pelo fato de Sato ter sido cassado por desvio de dinheiro público está impedido judicialmente de receber recursos de órgão público.
A Folha recebeu denúncias por telefone de que o médico estaria cobrando R$ 50,00 por consulta no hospital, mesmo em casos de urgência e emergência. Segundo Teresinha Sanchez, que é adversária política de Sato desde as eleições de 96 e mulher de Roberto Tanaka, um dos sócios do hospital, os outros proprietários da instituição têm tentado dialogar com Luiz Sato para regularizar a situação. ‘‘Mas ele só quer saber de me derrubar.’’
A prefeita disse que as cobranças por parte do médico começaram há aproximadamente 15 dias, e ela acredita que o problema deverá ser resolvido logo, com um acordo entre os sócios para o arrendamento do São Camilo. Teresinha recomenda que antes de se dirigir ao hospital, a população procure primeiro o posto de sa© úde, para onde foram contratados quatro novos médicos. ‘‘Quando o caso é de emergência e a pessoa não consegue atendimento no hospital, tentamos encaminhar para Assaí, com a ambulância do município.’’
O Hospital São Camilo é o único de Jataizinho e possui 25 leitos. A chefe da 17ª Regional de Saúde de Londrina, Rosilene Aparecida Machado, confirmou o credenciamento do hospital junto ao SUS, mas disse não ter recebido até agora nenhuma denúncia formal sobre a cobrança de serviços e nem de problemas financeiros na instituição. Mesmo assim, funcionários da 17ª Regional deverão checar a situação na próxima semana.

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