Gilson CamargoSegurançaO funcionário do Horto, Antônio Radulski: mais tranquilo com a retirada do material tóxico Uma carga de 1,1 mil quilos de lixo tóxico será retirada na terça-feira de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, e transportada até o Rio de Janeiro, onde será incinerada. O lixo estava jogado a céu aberto no Horto Municipal, ameaçando a segurança da população. A Secretaria da Agricultura do município está providenciando um local apropriado para instalar um centro de coleta e triagem do lixo tóxico.
O agricultor Antônio Radulski, 42 anos, trabalha há 14 anos no horto e admitiu que ficará mais tranquilo após a retirada do lixo. ‘‘As crianças entravam aqui para colher o pinhão que cai próximo ao local onde estava a carga’’, contou.
Ele mora com a mulher e dois filhos a cerca de dois quilômetros do horto e disse que também temia pela saúde de sua família. ‘‘As minhas crianças estavam bem alertadas sobre o perigo de vir até aqui, mas podíamos ser contaminados pela água ou de outras formas’’.
O lixo foi depositado no local pela administração municipal anterior, segundo explicou o agrônomo Fábio Takada. ‘‘Embalagens com restos de pesticidas, fungicidas e outros venenos, abandonadas pelos agricultores nas proximidades dos abastecedouros comunitários, eram colocadas em grandes barris de plástico e trazidas para o horto’’, explicou.
O Horto Municipal está localizado no distrito de Guajuvira, distante cerca de 15 quilômetros do centro de Araucária. O agrônomo explicou que a população estava ameaçada pela contaminação de rios, mananciais e pela possibilidade de que crianças ou animais tocassem na carga tóxica.
No horto são produzidas mensalmente 30 mil mudas de plantas, utilizadas no reflorestamento da região e na ornamentação das áreas públicas do município. Cinco funcionários trabalham no local.
O secretário da Agricultura de Araucária, Mário Suzuki, se responsabilizou pela correta armazenagem de todo o material, realizada por técnicos da secretária. O lixo foi embalado em barricas de papelão com capacidade para 50 quilos cada uma. Ele informou que, em breve, a prefeitura construirá um barracão coberto, apropriado para a coleta de todo o lixo tóxico do município.
‘‘Lá será feita a triagem, embalagem e devolução aos fabricantes’’, antecipou. Ele explicou que as empresas que industrializam os agrotóxicos estão autorizadas e habilitadas a incinerar o lixo resultante. ‘‘O trabalho que estamos executando agora deverá se transformar em rotina daqui para frente’’, garantiu o secretário.

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