Prefeitura retira catadores do lixão
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 1997
Giovani Ferreira 
Correspondente
Celso MargrafCatadores reviram aterro sanitário municipal: atividade foi proibidaPONTA GROSSA - A prefeitura de Ponta Grossa retirou e cadastrou as famílias de catadores que passavam o dia revirando lixo no aterro sanitário do município. Algumas famílias haviam montado barracos e já estavam morando no local, mais conhecido como lixão. A prefeitura foi obrigada a contratar uma empresa de segurança para evitar que novos catadores voltem a trabalhar no aterro, descumprindo a nova decisão.
As 30 famílias retiradas do lixão receberam uma cesta básica da prefeitura e voltaram para suas casas, na periferia da cidade. Os catadores deixaram o local com a promessa do prefeito Jocelito Canto (PSDB) de empregá-las na Cooperativa de Reciclagem que está sendo idealizada pela prefeitura.
As famílias deixaram o local contrariadas, alegando que aquela era a única maneira que encontraram para ganhar algum dinheiro. Entre os catadores estavam crianças em idade escolar e até uma mulher grávida.
Fim do lixão?Além do problema social com os catadores de papel, a prefeitura enfrenta outra batalha com os grupos e entidades ambientais que querem acabar com o lixão. Os ambientalistas alegam que o aterro sanitário está poluindo o lençol freático da região, contaminando o Rio Botuquara, que passa próximo ao local.
O aterro está situado em uma área de preservação ambiental e vem causando danos ao equilíbrio ecológico da região, disse Aida Franco de Lima, presidente do Grupo Ecológico dos Campos Gerais.
O aumento do número de catadores no lixão aconteceu depois que a empresa Vega Sopave cancelou os serviços de coleta e compactação do lixo em Ponta Grossa. O contrato entre a Vega e a prefeitura está sendo discutido na Justiça.
Desde novembro do ano passado o lixo vem sendo coletado por caminhões de aluguel, contratados pela prefeitura, que não dispõem de nenhuma estrutura adequada e segurança para esse tipo de serviço.


