Prefeitura retira base de quiosque
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Ao circular pela Praça Marechal Floriano Peixoto, na área central de Londrina, durante a última semana, os pedestres perceberam uma mudança. A base de um antigo quiosque que ficava próxima à Catedral havia sido removida. O resquício da construção dava um aspecto feio, e, em seu lugar, foram colocados pavers novos. A manicure Maria Vera Gouveia observou que o espaço ficou bem melhor que a base azulejada do quiosque removido. "A passagem ficou livre, mais acessível para as pessoas", ressaltou.
Funcionários da secretaria municipal de Obras realizaram a pequena reforma neste mês, usando material que já estava disponível. De acordo com informações da secretaria, ainda há material para a reforma para mais um espaço, provavelmente na praça localizada na Rua Quintino Bocaiúva. Ainda segundo a secretaria, os demais espaços que necessitam reforma dependem da aquisição do material.
Para quem passa todos os dias pela Quintino Bocaiúva, o anúncio foi um alívio. "Este aspecto de abandono atrai pessoas de todos os tipos, inclusive aqueles consumidores de drogas e ladrões. Fica um aspecto de sujeira que não é bom para a cidade", destacou o auxiliar de contabilidade Rafael Augusto Cazumba.
A opinião é compartilhada pela consultora de vendas Sônia Alves, que classificou o mesmo local como muito sujo. "Eu atendo clientes que eram de Londrina e que hoje estão espalhados pelo Brasil inteiro e todos eles me perguntam se a cidade ainda está com esse aspecto de abandono, com essas bases de quiosque destruídas", destacou. Na sua opinião, a retirada dos quiosques deixou muitas pessoas sem emprego.
No Calçadão, o atendente de caixa Marcos Felipe Gomes de Oliveira ressaltou que mudou para Londrina há pouco tempo e que as bases dos antigos quiosques "são feias demais". Segundo eles, essas ruínas ficam no meio do Calçadão e deixam um aspecto ruim para quem vem à cidade pela primeira vez. O morador da Rua Amapá, Nilton Leão, de 57 anos, relembrou da fase áurea da Avenida Paraná, quando o Cine Augustus e o Cine Ouro Verde atraíam a juventude para a via. "Eu nasci e me criei aqui. Eu acho que a cidade tem que acompanhar a modernidade e a retirada dos quiosques foi boa para a cidade", argumentou.
Opinião diferente da manicure Maria Gouveia. "Se eles (comerciantes) estavam aqui, pagavam impostos, tinham licença e alvará. A prefeitura não deveria ter tirados esses comerciantes de repente. Era o lugar que era o ganha-pão deles", ressaltou.
Os antigos quiosques de lanches, jornais e revistas e de sucos, entre outros, foram removidos entre 2010 e 2012. Em toda a cidade foram destruídas e retiradas 38 unidades, inicialmente com a promessa de que o espaço seria revitalizado. Quatorze quiosques ficavam no Calçadão. A decisão de remover os quiosques foi uma das mais controversas da antiga administração.


