A Prefeitura de Curitiba rejeita a idéia de um novo Plano Diretor, mas admite a necessidade de revisão da Lei de Zoneamento e Uso do Solo. O presidente do Ippuc, Oswaldo Navarro, diz que o órgão é o próprio ‘‘plano diretor vivo’’.
Para Navarro, as diretrizes básicas do plano original criado há mais de 30 anos foram respeitadas, mas é natural que ele tenha sofrido adaptações nesse período. ‘‘A imagem original do plano não existe mais’’, afirma.
Elaborar um novo plano diretor, segundo ele, seria ‘‘jogar fora tudo o que foi feito’’ para tirá-lo do papel. ‘‘A Cidade Industrial e todo o sistema de transporte coletivo, com linhas expressas e interbairros são exemplos de soluções não previstas no plano original e incorporadas mais tarde’’, explica o urbanista.
O presidente do Ippuc admite que a Região Metropolitana corre o risco de uma explosão demográfica e consequente perda da qualidade de vida com a vinda das montadoras de automóveis. ‘‘Por isso, a necessidade de planejamento integrado entre os municípios da região’’, afirma.
A revisão da Lei de Zoneamento e Uso do Solo é prevista no programa de governo de Cássio Taniguchi, lembra Navarro. O projeto está na fase inicial de análise e diagnóstico da situação, e deve estar pronto para votação na Câmara Municipal até o final do ano.
As mudanças, no entanto, serão pequenas. O Ippuc descarta, por exemplo, o estabelecimento de um coeficiente único, defendido pelo vereador Jorge Samek, que serviria como base de cálculo para cobrança de imposto para edificações com área construída superior a área do terreno.
‘‘O coeficiente único é uma boa idéia difícil de ser implementada por causa da resistência dos proprietários de imóveis’’, alega Navarro.
Entre as mudanças urbanísticas que a prefeitura admite está a revitalização do Centro. A falta de vagas para estacionamento é um dos fatores que mais prejudica o comércio na região, segundo o Ippuc.
Para reduzir o problema, serão construídos grandes estacionamentos subterrâneos embaixo da avenida Marechal Deodoro, na praça Nossa Senhora Salete, em frente ao Teatro Guaíra, e na praça Rui Barbosa.
Estão previstas também obras em torno da rua XV de Novembro, Barão do Rio Branco, Riachuelo e no Passeio Público.

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