Prefeitura reforça serviço de roçagem e capina em terrenos
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terça-feira, 18 de março de 2003
Giovana Kindlein<BR>Reportagem Local 
Uma terceira empresa de limpeza e capina das praças e terrenos baldios, a Visatec, começou a operar ontem, em Londrina. A nova empresa veio reforçar o trabalho que está sendo desenvolvido pela Paviservice, que trabalha nas zonas leste e norte, e pela Moraes & Moraes, nas zonas oeste e sul, há 20 dias. ''Os esforços serão concentrados nas zonas leste e norte, onde os serviços estão atrasados'', afirmou o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella.
Em uma volta rápida pela cidade, a reportagem da Folha encontrou mato ao longo das avenidas Jorge Casoni, Paul Harrys, e ruas Goiás e Maria Teixeira Coutinho. Nesta última, o mato chega a dois metros de altura. ''É um absurdo'', criticou o estudante universitário Tiago Salomão, que mora em um prédio na rua Maria Teixeira Coutinho. Por diversas vezes, segundo ele, o síndico ligou para os proprietários que prometeram verificar a situação mas o mato continua firme e forte.
Sella disse não estar satisfeito com o ritmo de trabalho que vinha sendo empreendido pelas duas empreiteiras terceirizadas. Ele espera que a empreiteira Visatec faça a diferença. A empreiteira começou a trabalhar ontem no Jardim Piza, na zona sul, com 120 operários. Há cerca de 20 dias, em 26 de fevereiro, Sella havia anunciado uma megaoperação de limpeza de 20 mil terrenos particulares, do total de 31.678 existentes na cidade, e de aproximadamente 500 praças e áreas de fundo de vale em Londrina, em um prazo máximo de 16 dias.
Pelos cálculos da CMTU, cerca de 60% das áreas com mato já foram limpas. Segundo Sella, até agora cerca de 1 milhão do 1,7 milhão de metros quadrados previstos em contrato com a Paviservice já foram roçados. O acordo fixava a limpeza desta área no prazo de 16 dias. De acordo com o presidente da CMTU, as empresas não conseguiram cumprir o cronograma devido às chuvas esporádicas que provocaram a suspensão temporária do serviço.
A CMTU fez um contrato aditivo com as três empresas no valor aproximado de R$ 120 mil para a continuidade da capina, limpeza de calçadas e coleta de galhos e entulhos. Sella espera que o serviço seja concluído em 10 dias. Os terrenos particulares estão sendo fotografados antes e depois da roçagem. ''Falta consciência à alguns proprietários neste momento grave'', criticou ele. A CMTU notificou os donos destes imóveis, no início de janeiro, para que realizassem o serviço livre de taxas e multa até o final daquele mês.


