Maringá - Cerca de 250 servidores municipais que trabalham no serviço de varrição de ruas de Maringá estão revoltados com a atual administração por causa do corte de R$ 40,00 do adicional por insalubridade nos salários de julho. O valor, conforme os garis, faz falta no orçamento familiar, já que o salário da categoria gira em torno de R$ 250,00.
O servidor Francisco Amorim de Moraes, 56 anos, trabalha na prefeitura há seis anos e afirma que jamais teve o salário reduzido. ''Para quem ganha um pouco mais que R$ 200,00, cortar R$ 40,00 é muita coisa'', reclama. Cícero José da Silva, 55 anos, também não se conforma com o corte e diz que há 22 anos como servidor municipal jamais teve o salário reduzido. ''Com R$ 40,00 dá para comprar oito pacotes de cinco quilo de arroz, isso é muito para quem ganha pouco como nós'', enfatiza. Ele também não poupa críticas à atual administração, principalmente ao secretário de Meio Ambiente, Eudes Januário. ''Desde que este novo secretário assumiu, nós só estamos sendo sacrificados''.
De acordo com o diretor da Secretaria de Administração, Antonio Rocha Verri, o corte foi necessário porque desde 1999, o médico do trabalho da prefeitura concedeu um laudo afirmando que parte dos garis só teriam direito a 20% de adicional de insalubridade e não 40% como estava sendo pago. ''Tivemos que fazer um ajuste na folha de pagamento porque alguns garis estavam ganhando mais do que o permitido'', explica.
Segundo ele, somente um novo laudo médico poderá alterar novamente o valor. ''Se o novo laudo médico indicar que os servidores que foram atingidos pelo corte têm direito a um adicional de 40% vamos fazer o reajuste, inclusive o pagamento retroativo'', diz. Segundo Verri, 278 garis tiveram os adicionais de insalubridade reduzidos de 40% para 20%. No total, a Secretaria de Meio Ambiente conta com cerca de 400 garis. Mais de 100 trabalham na coleta de lixo, mas eles continuam recebendo os 40% de adicional de insalubridade. A Folha não conseguiu falar com o secretário Eudes Januário ontem. Conforme infomações na Secretaria de Meio Ambiente, Januário estava participando de um evento sobre a Bacia do Rio Pirapó, em Apucarana. O celular dele estava desligado.

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